Ministro israelense afirma que está na "hora de eliminar" Bashar al Assad

Jerusalém, 16 mai (EFE).- O ministro de Habitação israelense, Yoav Galant, disse nesta terça-feira que está na "hora de eliminar" o presidente da Síria, Bashar al Assad, e que o regime sírio está cometendo o pior genocídio desde o nazismo.

"A realidade é que as pessoas são executadas na Síria, sendo atacadas deliberadamente por armas químicas, têm seus corpos queimados, algo que não vimos em 70 anos. Estamos cruzando uma linha vermelha e é hora de eliminar Assad. Literalmente", disse Galant, membro do Conselho de Segurança Nacional e tenente-general do Exército na reserva, informou o jornal "Jerusalem Post".

As declarações de Galant, durante a Conferência Internacional em Guerra de Terreno e Logística em Latrun (nos arredores de Jerusalém) ocorrem após a divulgação nos EUA que o regime de Assad teria usado um crematório para queimar corpos de assassinados na prisão de Sidnaya, nos arredores de Damasco, uma informação que em Israel traz de volta à memória o Holocausto.

Em uma entrevista entrevista à emissora do Exército também nesta terça-feira, Galant apontou que o regime de Assad está cometendo um genocídio e que é o pior regime desde o dos nazistas.

"O que está acontecendo na Síria é definido como genocídio, sob todas suas classificações", assegurou o ministro, que acrescentou que o interesse de Israel é que o governo do Assad caia e seja substituído por um presidente "sunita moderado".

Segundo Galant, o governo de Barack Obama cometeu "um erro estratégico" ao tentar estabelecer boas relações com países xiitas, em vez de apoiar os regimes sunitas.

"O que está por trás da Síria é (a milícia xiita libanesa) Hezbollah, que é apoiada pelo Irã. O Irã é um perigo para a segurança de todo o mundo. O Irã é o problema, não a solução", disse o ministro israelense.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, fez declarações sobre Síria nesta terça-feira e agradeceu ao novo embaixador americano em Israel, David Friedman, pela intervenção militar dos EUA nesse país, o que, segundo ele, demonstrou ao regime de Assad "que as linhas vermelhas não podem ser cruzadas".

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