Kenny renuncia como líder do FG e dá passo à sucessão na Irlanda

Dublin, 17 mai (EFE).- O primeiro-ministro irlandês, o democrata-cristão Enda Kenny, anunciou nesta quarta-feira que abandona a liderança do partido Fine Gael (FG) e que permanecerá à frente do Governo de Dublin até a escolha de um novo líder.

Em um comunicado postado em sua página no Twitter, o dirigente conservador indicou que sua renúncia como líder do FG entrará em vigor na madrugada e pediu a seu partido que designe um sucessor até 2 de junho.

"Quero assegurar às pessoas que durante este processo interno, continuarei desempenhando plenamente minhas funções e responsabilidades como Taoiseach (primeiro-ministro)", apontou Kenny, de 66 anos.

Kenny permaneceu à frente do FG durante 15 anos e está há mais de seis anos no Executivo de Dublin, se tornando o líder deste partido que mais tempo ocupou o posto de primeiro-ministro.

O "taoiseach" informou sobre a decisão antes de se reunir com seu grupo parlamentar, que foi convocado para pôr fim a vários meses de especulações sobre seu futuro, apesar de já ter indicado que após as eleições gerais de 2016 não voltaria a liderar o FG nas próximas eleições.

Kenny indicou hoje que o partido tem um período de tempo "breve" mas "apropriado" para escolher um sucessor, que deverá depois manter conversas com os "grupos e membros" que formam o Governo dirigido em minoria o FG com o apoio de vários deputados independentes.

"Gostaria de esclarecer que foi uma honra e um privilégio enorme liderar nosso partido durante os últimos 15 anos, na oposição e no Governo durante dois mandatos consecutivos", escreveu na nota.

Kenny chegou ao poder em 2011 e obteve um segundo mandato nas eleições gerais do ano passado, mas a estreita vitória do Fine Gael lhe obrigou a formar um Executivo em minoria com independentes, pelo qual necessitou a abstenção do principal partido da oposição, o centrista Fianna Fáil (FF).

Desde então, o Governo irlandês desenvolveu medidas legislativas graças ao apoio ou a abstenção do FF, mas a opinião generalizada é que esta era uma legislatura curta e que, em qualquer momento, os centristas poderiam acabar com a coalizão.

Perante a possível proximidade de outras eleições, também exerceram pressão para forçar sua renúncia os dois correligionários que mais possibilidades de sucedê-lo à frente do partido e do Governo, o ministro de Agricultura e Pesca, Simon Coveney, e o de Proteção Social, Leo Varadkar.

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