May diz que continuará compartilhando dados de inteligência com os EUA

Londres, 17 mai (EFE).- A primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, disse nesta quarta-feira que confia na especial relação entre Londres e Washington, e que continuará compartilhando dados secretos com os EUA, após revelar que o presidente Donald Trump facilitou supostamente informação confidencial à Rússia.

Durante a campanha para as eleições gerais britânicas de 8 de junho, May disse hoje aos jornalistas em Londres que o Reino Unido mantém um importante vínculo em matéria de segurança com os EUA e que continuará trabalhando com esse país.

"Temos uma relação muito especial, como sabem, com os Estados Unidos. Esta é a relação de defesa e segurança mais importante que temos no mundo. Estou contente que quando fui aos Estados Unidos pouco depois da posse de Donald Trump, ele se mostrou 100% comprometido com a Otan", acrescentou May.

A líder do governo falou dos EUA ao ser questionada sobre o vínculo britânico com Washington após ser divulgado há alguns dias que o presidente Donald Trump revelou supostamente informação secreta sobre o terrorismo do Estado Islâmico (EI) à Rússia.

"Continuamos trabalhando juntos e temos confiança que a relação entre nós e Estados Unidos nos permite estar mais seguros. As decisões sobre o que o presidente Trump fala com qualquer um na Casa Branca é um assunto do presidente Trump", apontou.

A primeira-ministra acrescentou que seu país "continuará compartilhando (informação de) inteligência com os Estados Unidos, como fazemos com outros países de todo o mundo, porque estamos trabalhando juntos para fazer frente à ameaça que enfrentamos".

Segundo a primeira-ministra britânica, trabalhar com os EUA para enfrentar a ameaça terrorista é uma "parte importante" na hora de preservar a segurança nacional.

O assessor de segurança nacional da Casa Branca, o tenente coronel H.R.McMaster, disse ontem em Washington que Trump não fez nada "inadequado" e nem pôs em risco a "segurança nacional" durante uma reunião no Escritório Oval na qual supostamente compartilhou informação secreta sobre terrorismo com altos funcionários russos. EFE

vg/ff

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