Moon admite "possibilidade de um conflito militar" com Coreia do Norte

Seul, 17 mai (EFE).- O novo presidente sul-coreano, Moon Jae-in, admitiu nesta quarta-feira durante uma visita ao Ministério de Defesa Nacional em Seul que existe "a possibilidade de um conflito militar" com a Coreia do Norte, dada a atual situação de tensão na península.

"Hoje é uma realidade em matéria de segurança que existe a possibilidade de um conflito militar na Linha Limite Norte (a fronteira marítima ocidental entre os dois países) e a linha de demarcação militar (que marca o limite terrestre)", disse Moon durante a visita, indica um comunicado da presidência.

A nomeação de Moon, que chegou ao cargo há uma semana, coincide com o período de especial tensão na península devido aos insistentes testes de armas de Pyongyang (o último, o lançamento de um míssil no domingo) e à retórica endurecida da Administração Trump em Washington.

Apesar do político liberal prometer melhorar laços com a Coreia do Norte após dez anos de péssimas relações entre Pyongyang e os Governos conservadores de Seul, Moon assegurou que explorará uma dupla via que passa por manter e respeitar as sanções e condenar com dureza seus testes de armas.

Nesse sentido, Moon insistiu hoje que o lançamento de domingo é uma "séria provocação" que viola as resoluções da ONU, e um "sério desafio à paz e estabilidade global".

Perante diversos gerais e oficiais do exército, Moon se comprometeu a incrementar a verba destinada ao orçamento de defesa de 2,4% do PIB atual até 3%.

Moon também se comprometeu a construir uma nação "responsável por sua própria defesa", disse em comunicado.

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