Presidente da Macedônia cede e pede que sociais-democratas formem governo

Skopje, 17 mai (EFE). - Cinco meses depois das eleições parlamentares, o presidente da República da Macedônia, Gjorge Ivanov, deu nesta quarta-feira a liberação para a coalizão dos sociais-democratas (SDSM) e vários partidos da minoria albanesa forme o governo.

O líder do SDSM, Zoran Zaev, tem agora 20 dias para apresentar um gabinete para ser referendado pelo Parlamento. Ivanov, que durante dois meses resistiu a dar o aval, assegurou que "os obstáculos" para fazer isso "foram eliminados", ao dar a Zaev garantias por escrito de que não "prejudicará" a Constituição macedônia.

Como manifestou em várias ocasiões, o presidente temia que um governo apoiado por partidos da minoria albanesa pudesse levar à divisão do país. O grupo reivindica mais representação para esta etnia, que representa 25% da população.

Zaev, por afirmou em coletiva de imprensa que deu garantias de que manterá "unidade, soberania, multietnicidade e integridade territorial" e que não submeterá o país "ao domínio de ninguém".

As eleições de 11 de dezembro de 2016 deram a vitória à aliança conservadora VMRO-DPMNE, com 51 das 120 cadeiras possíveis, uma pequena vantagem sobre os sociais-democratas, que obtiveram 49.

A VMRO-DPMNE não conseguiu formar governo com o antigo parceiro, o albanês DUI, porque não aceitou as demandas de transferência de prerrogativas a sua etnia, com o argumento de que isso dividiria o país. Zaev, no entanto, anunciou que aceitaria algumas das demandas, e por isso teve o apoio de 67 deputados de três das quatro forças albanesas com representação parlamentar, e pediu a Ivanov o mandato.

Em 1 de março, o presidente se negou com o argumento de que a aliança tinha sido formada em Tirana, em alusão a um documento que os partidos albaneses assinaram no escritório do primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, no qual detalhavam suas demandas, e acusou o país vizinho de ingerência nos assuntos de ARYM.

Esta crise institucional piorou há quase três semanas, quando a coalizão liderada pelos sociais-democratas escolheu o presidente do Parlamento após uma sessão. Foi então que alguns manifestantes invadiram a câmara e no tumulto vários deputados foram agredidos.

Depois disto, tanta a União Europeia quanto os Estados Unidos asseguraram que reconheceriam Talat Xhaferi como o novo presidente da câmara e pediram a Ivanov para deixar Zaev formar governo.

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