Venezuela envia mais de 2.000 soldados à região fronteiriça com Colômbia

Caracas, 17 mai (EFE).- O ministro de Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, anunciou nesta quarta-feira que, por instrução presidencial, foi iniciada a segunda fase do Plano Zamora no estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia, implementado há um mês pelo Executivo para "manter a ordem interna", e disse que enviará mais de 2.000 soldados à região.

"Decidimos por instrução do presidente da República (Nicolás Maduro) elevar a uma segunda fase, a um maior nível de concentração e outras atividades adicionais, o emprego do Plano Zamora no estado de Táchira a partir deste momento", disse Padrino em declarações transmitidas pelo emissora estatal "VTV".

O ministro indicou que esta segunda fase do plano foi ativada devido aos ataques "sem precedentes" ocorridos ontem nesse estado contra "uma instalação militar" e várias delegacias de polícia.

Padrino relatou que cerca de 100 pessoas "cercaram" o grupo de artilharia de campanha do exército "jogando coquetéis molotov dirigidos exatamente para onde estão as saídas de gás", com o consequente risco de explosão de toda a instalação militar.

Táchira, da mesma forma que Caracas e outros estados do país, foi nos últimos dias palco de grandes protestos antigovernamentais que terminaram em distúrbios e saques a lojas.

O ministro de Interior e Justiça, Néstor Reverol, informou hoje de que foram detidos seis "paramilitares colombianos" em Táchira que presumivelmente usavam uniformes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) em manifestações que se tornaram violentas ontem.

"No estado de Táchira no dia de ontem aconteceram fatos violentos, fatos terroristas, no qual a direita terrorista contratou paramilitares colombianos que se envolveram nestes atos violentos", disse o ministro em declarações transmitidas também pela "VTV".

Há um mês e meio, a Venezuela é palco de uma onda de manifestações contra o governo de Maduro, algumas das quais geraram incidentes violentos que deixaram um saldo de 43 mortos e centenas de feridos e detidos.

Tantos opositores como oficialistas se acusaram mutuamente pela responsabilidade destas mortes, embora até o momento se desconheça a autoria da maioria das mesmas.

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