Dinamarquesa convertida ao islã pega 6 anos de prisão por planejar atentados

Copenhague, 18 mai (EFE).- O tribunal de Holbæk, cidade no leste da Dinamarca, condenou nesta quinta-feira a seis anos de prisão por crime de terrorismo uma jovem de 17 anos, que se converteu ao islã, por planejar um atentado contra uma escola judaica e outro contra seu antigo centro educativo.

A sentença, que contou com o voto contrário de três dos nove integrantes do tribunal (três juízes e seis jurados), apontou a idade da jovem, que tinha 15 anos quando planejou os ataques, sua imaturidade e a ausência de antecedentes, entre outros fatores, para justificar uma pena menor que a requerida pela promotoria.

Tanto a acusação como o Conselho de Medicina Forense pediam custódia - uma pena prorrogável de forma indefinida que pode equivaler à prisão perpétua - alegando que a jovem representava periculosidade, mas o tribunal rejeitou que houvesse base suficiente para isso após realizar "uma avaliação completa" do caso.

Esse mesmo tribunal já tinha declarado a jovem culpada há dois dias, ao considerar provado que ela planejou dois ataques com bomba e que trata-se, "de forma inequívoca", de um ato de terrorismo.

Entre as provas foi mencionada a compra de substâncias químicas para fabricar o explosivo TATP, além de notas manuscritas, buscas na internet sobre como fazer bombas e sobre a escola judaica Carolineskole em Copenhague, correspondências sobre o ataque e conversações com um ex-aluno e um ex-professor do seu antigo centro educativo.

A jovem pretendia detonar uma bomba durante uma festa em sua antiga escola no dia 8 de janeiro de 2016, mas não conseguiu preparar a tempo o explosivo e mudou de alvo, a Carolineskole, mas seus planos foram abortados ao ser detida cinco dias depois em sua casa em Kundby, no oeste de Copenhague.

Foi a própria família da jovem que alertou a polícia após encontrar várias substâncias químicas em casa.

A decisão foi adiada por vários dias porque o promotor obteve permissão para apresentar novas provas de última hora, uma carta e notas encontradas na cela e nas roupas da jovem, nas quais reiterava sua simpatia com o movimento jihadista e assegurava ter fingido no julgamento.

O tribunal também declarou a jovem culpada de atacar com vários cacos de vidro um pedagogo da instituição para menores na qual ficou sob custódia após sua detenção.

Durante a operação policial realizada no ano passado, também foi detido um indivíduo que vivia em outra parte da Dinamarca e viajou em 2012 à região ocupada por grupos islamitas na Síria e fazia apologia ao jihadismo nas redes sociais.

Mas a promotoria decidiu não apresentar uma acusação por falta de provas, depois que o indivíduo permaneceu detido por um ano.

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