Fundador da Fox News, Roger Ailes morre aos 77 anos

Nova York, 18 mai (EFE).- O ex-presidente do canal de notícias "Fox News" Roger Ailes, que deixou o posto no ano passado em meio a denúncias de assédio sexual, morreu nesta quinta-feira aos 77 anos, informou sua esposa.

Ailes, um dos fundadores da Fox News em 1996 e que chegou a ser o máximo líder, renunciou ao cargo em 21 de julho do ano passado em meio ao escândalo por denúncias de assédio sexual feitas pela jornalista Gretchen Carlson.

A esposa do ex-presidente, Elizabeth Ailes, informou em um comunicado divulgado na rede "Fox News" que seu marido tinha morrido nesta manhã, ainda sem precisar a razão da sua morte e nem o local onde ocorreu.

Segundo a "Fox News", Ailes chegou a trabalhar em 1984 na campanha para a reeleição do presidente Ronald Reagan e, mais recentemente, assessorou o agora governante, Donald Trump, na preparação dos debates presidenciais prévios às eleições de novembro.

Ailes caiu em desgraça depois que Gretchen Carlson, que foi repórter do canal Fox 5, integrado à Rede Fox, informou publicamente no ano passado os atos de assédio sexual que sofreu por parte do então presidente da Fox News.

Carlson assegurou ter sofrido represálias por parte de Ailes, como redução do salário, pela recusa da jornalista a ter relações sexuais com ele.

Além disso, a até há pouco apresentadora estrela da Fox News, Megyn Kelly, assegurou também ter sido vítima de "assédios sexuais não desejado" por parte de Ailes há cerca de dez anos.

Também surgiram denúncias parecidas da ex-apresentadora Andrea Tantaros.

Por conta destas denúncias, a empresa 21st Century Fox iniciou uma investigação interna e Ailes recebeu um ultimato por parte de advogados da corporação para que apresentasse sua demissão antes de primeiro de agosto de 2016 se não quisesse ser demitido.

Sua demissão foi informada pelo dono da 21st Century Fox, Rupert Murdoch, que destacou a "contribuição notável" que Ailes tinha feito à companhia durante duas décadas.

Na ocasião, Ailes afirmou em comunicado que a "Fox News" tinha se tornado a número 1 porque "identificou e promoveu sistematicamente os homens e mulheres mais talentosas na televisão, que renderam ao nível mais alto".

Recentemente, outra importante figura da emissora, o apresentador Bill O'Reilly, também foi alvo de denúncias parecidas de várias pessoas que trabalhavam para ele, com milionárias compensações para encerrar estes casos.

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