Governo sírio aceita participar de grupo com a ONU para redigir Constituição

Genebra, 18 mai (EFE).- O governo sírio aceitou participar de um grupo de especialistas para lançar o processo técnico de elaboração de uma nova Constituição, um trabalho que também contará com a participará a oposição e que é um dos eixos das negociações de paz que ocorrem em Genebra.

"Temos o prazer de anunciar o início das reuniões de especialistas entre a delegação do Governo e do escritório do enviado especial da ONU para Síria sobre questões e ideias para o processo constitucional, incluídos princípios de convivência", declarou em um breve comunicado o mediador da ONU, Staffan de Mistura.

O representante acrescentou que a primeira reunião com os especialistas que o Governo sírio atribuirá a essa tarefa acontecerá hoje mesmo.

O negociador-chefe do Governo sírio, o embaixador perante a ONU, Bashar Yafari, explicou à imprensa que se tratará de uma "reunião informal" entre especialistas constitucionais de sua delegação e da equipe de De Mistura.

Neste encontro deve começar a ser discutido um documento de trabalho de 12 pontos no qual o enviado especial identificou no ano passado os princípios básicos de certa aproximação entre o regime do presidente Bashar al-Assad e a oposição.

"Esperamos que este passo, que é basicamente uma iniciativa do Governo sírio e nossa própria iniciativa, ajude a impulsionar o processo de Genebra com a seriedade" que todos exigem das negociações, acrescentou.

O diplomata enfatizou que uma eventual nova Constituição síria "é um direito exclusivo dos sírios" e que Damasco "não aceitará nenhuma interferência estrangeira" em sua elaboração.

Ao início da atual sexta rodada de negociações, na terça-feira passada, De Mistura indicou às delegações do Governo e da oposição - com as quais se reúne separadamente - a intenção de criar um processo de natureza técnica para avançar em questões constitucionais e legais importantes neste processo diplomático.

A redação de uma nova Constituição para a Síria é um dos quatro temas centrais da agenda estipulada pelo Governo e a oposição, com a mediação da ONU.

Essa agenda inclui igualmente a criação de um Governo credível, inclusivo e não sectário; a realização de eleições livres e justas supervisionadas pela ONU, e a luta contra o terrorismo.

Espera-se que agora a delegação opositora transmita a De Mistura sua disposição de participar deste processo visando uma futura Constituição.

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