Nomeação de procurador para investigação russa é "caça às bruxas", diz Trump

Washington, 18 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que está sendo alvo de uma "caça às bruxas", após a nomeação de um procurador especial, o ex-diretor do FBI (a polícia federal investigativa do país), Robert Mueller, para supervisionar a investigação sobre a suposta interferência russa nas eleições americanas e os possíveis vínculos do Kremlin com sua campanha.

Em seu perfil no Twitter, Trump afirmou que trata-se da maior "caça às bruxas" contra um político "na história de Estados Unidos".

Segundo Trump, mesmo com "todos os atos ilegais" que ocorreram na campanha de sua rival democrata pela Casa Branca, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, e no governo do ex-presidente Barack Obama, "nunca houve a designação de um procurador especial".

Nesta quarta-feira, através de um comunicado divulgado pela Casa Branca, Trump assegurou que a "exaustiva investigação" que será supervisionada por Mueller revelará a falta de relações entre sua campanha eleitoral e o Kremlin.

"Como já disse muitas vezes, uma investigação exaustiva confirmará o que já sabemos: não houve conluio entre minha campanha e qualquer organização estrangeira", afirmou Trump.

O Departamento de Justiça nomeou ontem Mueller como "procurador especial" para supervisionar a investigação do FBI sobre a suposta interferência da Rússia nas eleições de 2016, incluindo os supostos vínculos com a campanha de Trump.

"Minha decisão não significa que foram cometidos delitos e que uma acusação está garantida. Não cheguei a semelhante determinação", explicou o procurador-geral adjunto, Rod Rosenstein, no comunicado em que anunciou a nomeação de Mueller.

Rosenstein insistiu que "um procurador especial é necessário para que o povo americano tenha plena confiança no resultado "da investigação.

A oposição democrata vinha pedindo há semanas a nomeação de um procurador especial independente para essa investigação, sobretudo depois que Trump demitiu de maneira fulminante na semana passada o agora ex-diretor do FBI, James Comey, que estava à frente das investigações sobre a suposta interferência russa.

Precisamente hoje, Rosenstein informará ao Senado em uma reunião a portas fechadas sobre a polêmica decisão de Trump de demitir Comey.

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