PF cumpre mandados em imóveis de Aécio Neves no Rio, Brasília e Minas Gerais

Brasília, 17 mai (EFE).- A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quinta-feira, mandados de busca e apreensão em vários imóveis do senador Aécio Neves (PSDB-MG), aliado do presidente Michel Temer, que ontem viu seu nome envolvido no escândalo onde supostamente pedia a compra do "silêncio" do ex-deputado Eduardo Cunha, preso desde outubro do ano passado.

A polícia realiza a operação em propriedades de Aécio em Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, segundo informações do jornal "O Globo".

O senador foi citado na delação de Joesley Batista, um dos proprietários do gigante de carne JBS, onde assegura possuir uma gravação em que Michel Temer pede que ele compre o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão por seu envolvimento no caso de corrupção na Petrobras.

Segundo a versão de Batista, revelada ontem à noite pelo "O Globo", Aécio foi gravado enquanto pedia R$ 2 milhões, argumentando que precisava do dinheiro para sua defesa na Lava Jato.

Já o presidente Temer reconheceu que se reuniu em março com Batista, mas negou que tivesse tentado comprar o silêncio de Cunha.

"O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e não autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar uma delação ou colaboração com a Justiça por parte do ex-deputado", disse a Presidência, através de um comunicado.

Temer apontou que "defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa" que responsabilize os "eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados".

A notícia publicada ontem à noite pelo "O Globo" é um vazamento de um suposto acordo de colaboração com a Justiça por parte de Joesley Batista e seu irmão Wesley, proprietários da JBS, uma das maiores exportadores de carne bovina do mundo e um dos principais "doadores" de fundos para campanhas eleitorais.

A oposição se apressou em pedir o "impeachment" de Michel Temer, que chegou ao poder substituindo Dilma Rousseff, destituída pelo Congresso após um processo conduzido por Cunha.

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