Temer se acha vítima de "conspiração", segundo aliado político

Brasília, 18 mai (EFE).- O presidente Michel Temer suspeita que o grave escândalo que o pôs contra as cordas poderia fazer parte de uma "conspiração", segundo o senador Sérgio Petecão (PSD-AC), aliado político do presidente e um dos poucos que se reuniu com ele nas últimas horas.

Após se reunir com o presidente, Petecão disse à "Rádio Senado" que Temer estava "tranquilo" e que lhe garantiu que "não vai cair" com a aguda crise gerada por supostas gravações nas quais se pode escutá-lo aprovando uma suposta compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba dentro da operação Lava-Jato.

"Disse que está firme e com a consciência tranquila", segundo o senador do PSD, que integra a coalizão do Governo, na qual alguns setores se têm somado à oposição para exigir a "imediata" renúncia de Temer.

Segundo Petecão, Temer disse que "acredita em uma possível conspiração, mas não esclareceu de onde poderia vir".

A audiência com Petecão foi a única atividade prevista na agenda de Temer cumprida, pois o presidente decidiu cancelar reuniões com parlamentares previstas para hoje e se reunir com os seus ministros mais próximos.

Entre eles, os titulares da Casa Civil, Eliseu Padilha; e da Secretaria-Geral da Presidência, Wellington Moreira Franco, que em mensagens divulgadas nas redes sociais defenderam Temer e afirmaram que "o Brasil não pode parar" por causa de "algumas meras denúncias".

Em tais mensagens, Padilha e Moreira Franco, ambos investigados pela sua suposta participação no esquema de corrupção na Petrobras, pediram "serenidade" e concordaram que os fatos "devem ser esclarecidos", mas que "ninguém pode ser condenado antecipadamente".

Alguns dos partidos se pronunciaram hoje a favor de uma renúncia "imediata" de Temer, já pedida na noite de quarta-feira pela oposição.

"Frente à gravidade do cenário e com a responsabilidade de não deixar que o Brasil submerja no imponderável, somente nos resta a renúncia do presidente Michel Temer", disse através das redes sociais o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que integra a coligação de Governo.

Essa posição foi apoiada pelo líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jordy, que afirmou de forma incisiva que o Governo de Temer "acabou".

Segundo Jordy, Temer "deve pactuar uma saída institucional", a qual inclua "antecipar o processo eleitoral" previsto para outubro do ano que vem, com o objetivo de "devolver às urnas a decisão sobre o futuro do país".

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