Bolívia sugere a Brasil e Peru criação de centros de controle aéreo

La Paz, 19 mai (EFE).- O governo da Bolívia destacou nesta sexta-feira a necesidade de contar com centros integrados de controle aéreo e de inteligência com o Brasil e o Peru para combater crimes como o narcotráfico na fronteira entre os países.

Em declarações à Rádio Compañera, o ministro de Governo da Bolívia, Carlos Romero, indicou que o país busca ativar um centro integrado de controle aéreo com Brasil e Peru.

Segundo Romero, a Bolívia espera contar até o fim do ano com seu primeiro radar. O equipamento está sendo instalado no município de Bolpebra, na fronteira entre os três países. "É para neutralizar essa ponte área que tem se instalado lá para o tráfico", explicou.

Para o ministro, a instalação de um centro de inteligência compartilhado com brasileiros e peruanos é uma "questão urgente".

"Além disso, pedimos ao Brasil que nos apoie na implementação de um laboratório de detecção de capitais ilícitos, que é outro crime relacionado à atividade do narcotráfico", completou Romero.

A preocupação do ministro vai além da movimentação da droga peruana que entra no Brasil. Segundo ele, o governo boliviano também está preocupado com a instalação de laboratórios de refino nas regiões da fronteira.

"Também estamos preocupados com a guerra entre duas quadrilhas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho pelo controle de drogas ilegais e o consequente aumento do tráfico de armas. São temas que temos que trabalhar integralmente, por isso buscaremos uma reunião com Brasil e Peru", disse o ministro.

Romero destacou que Bolívia e Brasil fizeram há pouco tempo uma operação coordenada na fronteira comum.

"Como resultado dessa operação, prendemos 26 pessoas com drogas, tanto maconha como cocaína. Apreendemos muitas substâncias e outros equipamentos para o processamento da droga", indicou.

Romero, que esteve no Brasil na semana passada para se reunir com ministros do governo de Michel Temer, disse que pediu as operações coordenadas sejam mais frequentes e que também ocorreram nas regiões do sul da Amazônia. "São áreas com muita porosidade da fronteira", explicou o ministro.

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