EUA tacham de "vergonhosa" proibição a viagem de opositor venezuelano à ONU

Washington, 19 mai (EFE).- O secretário adjunto em funções dos Estados Unidos para o Hemisfério Ocidental, Francisco Palmieri, chamou nesta sexta-feira de "violação vergonhosa" da liberdade de expressão a atitude da Venezuela ao impedir a viagem do líder opositor Henrique Capriles à ONU em Nova York.

"O regime de Maduro impediu a viagem de Capriles à ONU para falar de Direitos Humanos na Venezuela. Uma violação vergonhosa da liberdade de expressão", escreveu Palmieri em seu perfil no Twitter.

O líder opositor denunciou ontem que seu passaporte foi retido por funcionários de imigração no aeroporto de Caracas, de onde pretendia viajar a Nova York para se reunir com o alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al Hussein.

A denúncia de Capriles se soma a de outros dois opositores que afirmam que seus passaportes foram apreendidos arbitrariamente depois que compareceram a instâncias internacionais para denunciar a crise política e social na Venezuela.

Palmieri divulgou sua mensagem um dia depois que os Estados Unidos impuseram sanções ao presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) de Venezuela, Maikel Moreno, e a outros sete juízes da corte por "usurpação de autoridade" da Assembleia Nacional (parlamento).

"Utilizaremos todos os meios legais, inclusive sanções, para demonstrar nossa solidariedade democrática com o povo da Venezuela", disse ontem no Twitter o secretário adjunto em funções dos EUA para o Hemisfério Ocidental.

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou que congelará os ativos que estão sob sua jurisdição de Moreno e dos outros sete magistrados da Sala Constitucional do TSJ, responsáveis pela decisão que retirou as funções da Assembleia Nacional no final de março, uma medida que foi parcialmente revogada depois.

As autoridades americanas pediram também ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que liberte os presos políticos e "devolva o poder ao povo".

A polêmica decisão do TSJ desencadeou a atual onda de protestos na Venezuela que já resultou em 46 mortes.

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