"Despotismo cruel" não apagará desejo de liberdade dos cubanos, diz Trump

Washington, 20 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que o "despotismo cruel" não pode apagar o desejo de liberdade dos cubanos, que merecem um governo que defenda de manera pacífica os "valores democráticos".

Em comunicado divulgado pela Casa Branca, o presidente americano fez a declaração para expressar parabéns "à comunidade cubano-americana e ao povo de Cuba" pelo Dia da Independência do país, comemorado em 20 de maio.

"O povo cubano merece um governo que, de forma pacífica, defenda os valores democráticos, as liberdades econômicas, as liberdades religiosas e os direitos humanos. E minha administração está comprometida com a conquista dessa visão", frisou.

Trump citou "patriotas como José Martí, que se dedicou a fazer de Cuba uma nação economicamente competitiva e politicamente autônoma".

"Ele nos lembra que o despotismo cruel não pode extinguir a chama da liberdade nos corações dos cubanos, e que a perseguição injusta não pode alterar os sonhos dos cubanos para seus filhos de viver livres, sem opressão".

O presidente americano também homenageou "as gerações de cubano-americanos que têm dado contribuições destacadas" aos EUA ao "compartilhar sua cultura e talentos".

"Deus abençôe o povo de Cuba e nosso amigos cubano-americanos que chamam os Estados Unidos de lar", acrescentou.

Em fevereiro, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, antecipou que o governo de Trump dará prioridade aos direitos humanos na "revisão completa" que está fazendo sobre a relação com Cuba.

Desde então, houve poucas noticias sobre avanços nessa revisão, e não houve informações sobre contatos entre o governo de Trump e o do presidente cubano, Raúl Castro.

Durante o processo de eleições primárias na corrida à presidência dos EUA, em 2015 e 2016, Trump foi o único concorrente do Partido Republicano a apoiar a política de abertura para Cuba iniciada por seu antecessor na Casa Branca, o democrata Barack Obama.

Porém, em sua busca por de votos na Florida nas eleições gerais, Trump prometeu que "revogaria" as ordens executivas de Obama "a não ser que o regime dos Castro" restaurasse "as liberdades na ilha".

Desta forma, Trump parece ter se aproximado da linha dura em relação a Cuba que é defendida por outros membros de seu partido, como o senador republicano Marco Rubio, que no último dia 9 exigiu que Trump "recalculasse as concessões feitas à ditadura cubana".

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