Pedro Sánchez vence primárias e volta à liderança do PSOE na Espanha

Madri, 21 mai (EFE).- Pedro Sanchéz voltará a ocupar o posto de secretário-geral do Partido Socialista Operário da Espanha (PSOE) após vencer nas primárias realizadas neste domingo os outros dois candidatos na disputa, Susana Díaz e Patxi López.

Sánchez, de 45 anos, liderou o PSOE entre 2014 e outubro de 2016, quando renunciou após ficar em minoria em uma reunião da direção do partido que debatia a posição da legenda na governabilidade do país.

Os 187.149 militantes do PSOE, principal partido da oposição na Espanha, escolheram Sánchez como novo líder com 50% dos votos. Díaz ficou na segunda posição, com 40%, e López teve 10%.

Durante a campanha, Sánchez destacou ser o candidato da base do partido, deixando claro que sua principal adversária, Susana Díaz, era a escolhida da cúpula do PSOE, por contar com o apoio explícito de muitos dirigentes e ex-líderes socialistas.

Sánchez também baseou sua campanha na rejeição ao Partido Popular, liderado pelo atual presidente do Governo da Espanha, Mariano Rajoy, uma estratégia que o fez renunciar em outubro.

Rajoy, que não tinha maioria no Congresso, só foi reeleito como chefe de governo graças à abstenção do PSOE, uma decisão que rachou o partido e com a qual Sánchez não estava de acordo.

Após perder a votação e renunciar ao cargo de secretário-geral, Sánchez também deixou sua cadeira no Congresso para não ter que se abster em favor de Rajoy e para não desrespeitar a decisão partidária sobre a governabilidade na Espanha.

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