Rajoy não antecipará eleições e buscará entendimento com líder socialista

Madri, 22 mai (EFE).- O presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, declarou nesta segunda-feira que "não haverá antecipação eleitoral" e que tentará chegar a um entendimento com o novo líder socialista, Pedro Sánchez, que foi eleito no domingo pelos militantes do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

Sánchez voltará a ser o secretário-geral do PSOE (principal da oposição), cargo que já exerceu entre julho de 2014 e outubro de 2016, quando renunciou.

A renúncia ocorreu por ter ficado em minoria em uma reunião da direção do PSOE que debatia a posição do partido sobre a governabilidade da Espanha.

Em entrevista coletiva após presidir uma reunião do Partido Popular (PP, centro-direita) nesta segunda-feira, Rajoy acrescentou que ninguém pode contar com ele para "gerar instabilidade" porque aposta em "estabilidade, solidez, sensatez e senso comum".

O chefe do governo indicou que falará com Sánchez e justificou com certa ironia não ter entrado em contato até agora para "não incomodá-lo".

O PP, que governa atualmente, havia vencido as eleições gerais de junho de 2016, mas sem maioria parlamentar suficiente para a reeleição de seu líder, Mariano Rajoy, como chefe do Executivo.

Sánchez defendia que o grupo socialista do Congresso (principal câmara parlamentar) votasse contra Rajoy para presidente do governo, enquanto a maioria da diretoria do PSOE era a favor da abstenção para facilitar a governabilidade.

Sem Sánchez, uma comissão assumiu provisoriamente o partido. Finalmente, a maior parte do grupo socialista se absteve (vários deputados votaram contra) e Rajoy se tornou presidente do governo com o apoio do PP e dos Ciudadanos (liberais).

A comissão convocou eleições internas para escolher o novo secretário-geral neste domingo, vencidas pelo próprio Sánchez, com mais de 50% dos votos; à frente de Susana Díaz (cerca de 40%) e Patxi López (cerca de 10%).

De acordo com Rajoy, "nada muda" com o resultado das eleições internas do PSOE, e ele tentará "chegar a um entendimento" com Sánchez e os socialistas.

"Se for possível. Se não for possível, não haverá", comentou.

Rajoy acrescentou que tentará buscar apoios políticos como fez nos últimos sete meses, e considerou que a eleição do PSOE seria "positiva" em muitas questões.

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