Rohani afirma que armas iranianas são dissuasórias e não requerem autorização

Teerã, 22 mai (EFE).- O presidente do Irã, Hassan Rohani, insistiu nesta segunda-feira que o armamento de seu país, inclusive o seu polêmico sistema de mísseis, é "pacífico e dissuasório", e que a República Islâmica enfrenta o terrorismo e contribui para a "estabilidade" no Oriente Médio.

"Não vamos esperar que nos autorizem" a realizar testes com mísseis, advertiu Rohani aos Estados Unidos em uma entrevista coletiva em Teerã, a primeira desde que foi reeleito nas eleições presidenciais da última sexta-feira.

Rohani, que descartou qualquer freio à capacidade militar de seu país, também indicou que, "se o Irã não tivesse armas, haveria alguns que cometeriam um erro de cálculo", em alusão a eventuais ataques contra a República Islâmica.

Sobre a recente cúpula em Riad, entre países islâmicos e os Estados Unidos, o presidente iraniano assegurou que é "simbólica e carece de valores políticos" porque, nem a Arábia Saudita, nem os EUA, lutaram contra o terrorismo.

Rohani defendeu que ninguém pode ignorar que a presença do Irã na região é a que pode trazer "estabilidade e segurança ao Oriente Médio ".

"Os únicos que acabaram com o terrorismo são o povo da Síria, do Iraque e do Líbano... e o povo do Irã ajudou esses países", respondeu o presidente iraniano às críticas a seu apoio ao regime do presidente sírio, Bashar al Assad, e ao grupo libanês Hezbollah.

Nesse sentido, Rohani acrescentou que o Irã combaterá o terrorismo "até o fim" e "usará toda a sua capacidade para conseguir a paz na Síria".

"O que fizeram os outros? Os que apoiaram os terroristas não podem reclamar que lutam contra o terrorismo", indicou o presidente iraniano.

Na mencionada reunião em Riad, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que todas as nações têm que "trabalhar para isolar o Irã e seus recursos que financiam o terrorismo".

O rei saudita, Salman bin Abdulaziz, denunciou que as autoridades iranianas são responsáveis por promover o terrorismo global.

Irã e Arábia Saudita, países xiitas e sunitas que lutam pela influência regional, não mantêm relações diplomáticas desde janeiro de 2016 e apoiam grupos rivais nos conflitos da Síria e do Iêmen. EFE

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