Trump garante que existe oportunidade para conseguir paz no Oriente Médio

Jerusalém, 22 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta segunda-feira ao chegar a Tel Aviv, em Israel, que existe uma oportunidade para se conseguir a paz no Oriente Médio, ao chefe de Estado israelense, Reuven Rivlin, e ao premiê, Benjamin Netanyahu.

"Estamos diante de uma oportunidade pouco comum para trazer segurança e estabilidade à região. Para criar harmonia, prosperidade e paz", indicou Trump, durante a cerimônia de boas-vindas em sua chegada ao aeroporto de Ben Gurion, para uma visita de 28 horas a Jerusalém e Belém.

"É maravilhoso estar aqui em Israel", disse o presidente americano, que acrescentou que sua visita tem como objetivo "reafirmar o laço inquebrantável entre EUA e o Estado de Israel".

Trump indicou que o país judeu é "uma terra rica em história" e que "construiu uma das grandes civilizações do mundo, uma nação próspera" e comprometida para que nunca se repita "o horror do último século", em referência ao Holocausto.

O governante se disse esperançoso de que, "no futuro, os moradores da região viverão em paz", e as crianças poderão "crescer livres do terrorismo e da violência".

Em referência à sua visita à Arábia Saudita, Trump assinalou que lá encontrou "novos motivos para a paz" e alianças para a luta "contra o terrorismo e a ideologia do mal" entre os líderes do mundo árabe e muçulmano.

"Amamos Israel, respeitamos Israel. Estamos com vocês", concluiu Trump.

O presidente Rivlin, por sua vez, deu boas-vindas calorosas ao chefe de Estado americano e disse que o mundo e Israel "precisam dos EUA fortes", mas que "os EUA também precisam de uma Israel forte".

Rivlin aproveitou a ocasião para lembrar que, daqui alguns dias, será o 50º aniversário da Guerra dos Seis Dias, na qual os israelenses festejam o que consideram a "liberdade e reunificação" de Jerusalém, e que, para os palestinos e a comunidade internacional, marca o começo da ocupação dos territórios palestinos e sírios.

O presidente israelense agradeceu a Trump o reconhecimento do "significado de Jerusalém para os judeus no mundo todo" e também lembrou que, em um único dia, o governante americano "visitará os três lugares sagrados para o Islã, o Judaísmo e a Cristandade" e indicou que os fiéis dessas três religiões monoteístas têm "diferentes crenças, mas adoram todos o mesmo Deus" e devem "trabalhar lado a lado para um futuro melhor".

Já Netanyahu agradeceu o que considerou "uma visita verdadeiramente histórica" e "um bom começo", já que "nunca antes, a primeira viagem oficial de um presidente dos EUA incluiu uma visita a Israel", comentou.

O premiê também agradeceu ao mandatário americano pelo discurso pronunciado ontem em Riad, na Arábia Saudita, ao qual qualificou de "enérgico" e "claro", no qual Trump reivindicou que o mundo árabe e muçulmano "expulse os extremistas e terroristas", e convidou as "forças da civilização a confrontar às forças da barbárie", algo que, segundo Netanyahu, "Israel vem fazendo há 69 anos".

"Construímos um estado judeu democrático, moderno e vibrante, que protege todas as fés", assegurou o chefe do governo israelense, que acrescentou que "a mão de Israel está estendida para a paz a todos os vizinhos, inclusive os palestinos".

"A paz que buscamos é genuína, na qual um estado judeu seja reconhecido e a segurança fique nas mãos de Israel e o conflito termine de uma vez por todas e para todos", disse Netanayahu, que manifestou sua esperança de que, "em algum dia, um premiê israelense poderá viajar de Tel Aviv para Riad".

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