Rússia defende renovação da Comunidade dos Estados Independentes

Moscou, 26 mai (EFE).- A Rússia defendeu nesta sexta-feira a renovação das estruturas da pós-soviética Comunidade dos Estados Independentes (CEI) para coordenar melhor a luta contra ameaças regionais como o terrorismo.

"Os desafios e ameaças no caminho de nossos países nos obrigam a planejar a modernização das estruturas integradoras da CEI", disse o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev.

Medvedev fez este comentário durante a cúpula de chefes de governo dessa organização em Kazan, capital da república russa do Tartaristão.

O premiê russo mencionou o terrorismo, o narcotráfico, o crime internacional e a imigração ilegal como as principais ameaças para a região, que inclui a Rússia, o Cáucaso e a Ásia Central.

Além de destacar que a renovação da CEI é a prioridade da presidência russa da organização, Medvedev destacou a importância de reforçar os fundamentos econômicos do grupo para o que se pronunciou a favor de retirar as barreiras sobre o comércio regional.

Em tal caso, considerou que se darão as condições para a criação de um mercado de alimentos autossuficientes e o desenvolvimento da cooperação na esfera do transporte e da energia.

Da cúpula também participou o primeiro-ministro do Cazaquistão, Bakitzhan Saguintaev, que aproveitou para reunir-se com vários de seus colegas, incluindo o presidente do Tartaristão, uma das regiões mais prósperas de Rússia.

Após a saída da Geórgia em 2008, a CEI está integrada atualmente por Rússia, Ucrânia, Bielorrússia, Azerbaijão, Armênia, Moldávia e as cinco repúblicas centro-asiáticas: Cazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão, Quirguistão e Tajiquistão.

Embora a Ucrânia não costume comparecer às cúpulas e reuniões da CEI, especialmente desde a anexação russa da Criméia (2014), e nunca tenha ratificado seu estatuto, continua sendo membro de facto da organização.

No marco do 25º aniversário da criação da CEI, idealizada como um mecanismo de "divórcio civilizado" entre as repúblicas da União Soviética, o presidente russo, Vladimir Putin, louvou o papel positivo que o organismo desempenhou na hora de "conservar os estreitos laços de amizade entre seus povos".

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