Sobe para 52 o número de mortos em combates na capital da Líbia

Trípoli, 27 mai (EFE).- Ao menos 52 pessoas morreram e cerca de 70 ficaram feridas, conforme o balanço oficial divulgado neste sábado, nos combates que aconteceram ontem em Trípoli (Líbia) entre milícias ligadas ao governo sustentado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e grupos armados leais ao antigo Executivo islamita, considerado rebelde.

O porta-voz das forças leais ao governo apoiado pela ONU, Hashim Basir, disse à Agência Efe que os piores enfrentamentos acontecem nos bairros de Abu Salim, Hai Damscus, Al Hadba, Salahedeen, Hai Akhwakh, Hai Nasir e Bab Ben Ghashir, onde foi registrado um grande movimento de tanques e carros de combate.

Fontes de Segurança indicaram, por sua vez, que os combates começaram pouco depois do amanhecer entre milicianos favoráveis a Haitham al Tajouri e seguidores de Khalifa al-Ghawi, o líder do chamado Governo de Salvação Nacional, afastado do poder em 2014.

A troca de mísseis e de disparos de artilharia pesada também ocorreu em torno da prisão de Al Habda, onde estão detidos membros da antiga ditadura de Muammar Kadhafi, e nos arredores do porto petroleiro de Mellitah, destacaram as mesmas fontes. Conforme explicaram, o ataque começou no início da manhã em Abu Salim e seu primeiro objetivo era chegar ao aeroporto da cidade, controlado pelas forças de Al Tajouri, para depois tentar dominar outros locais estratégicos da capital.

Em comunicado enviado à imprensa, o governo sustentado pela ONU e liderado pelo primeiro-ministro Fayez al-Sarraj, condenou o ataque e disse que as ações foram realizadas por milícias "desonestas" lideradas pelo ex-primeiro-ministro islamita Khalifa al-Ghawi e pelo líder militar de Misrata, Saleh Badi.

A Líbia é vítima do caos e da guerra civil desde 2011, quando a OTAN colaborou para a vitória dos rebeldes contra a ditadura de Kadhafi.

Atualmente, dois governos disputam o poder apoiado por distintas milícias: um sustentado pela ONU em Trípoli e outro no leste sob a ascendência militar de Khalifa Hafter, que domina cerca de 60% do território nacional. Essa situação beneficia grupos jihadistas e máfias dedicadas ao contrabando de combustível, armas e pessoas.

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