Moon e Abe descartam diálogo com Coreia do Norte e pedem mais sanções

Tóquio, 30 mai (EFE). - O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, acertaram nesta terça-feira reforçar as sanções sobre a Coreia do Norte e descartaram, por enquanto, iniciar diálogo com este país, em uma conversa por telefone.

Os líderes dos países vizinhos defenderam estas medidas para fazer frente às contínuas provocações armamentistas de Pyongyang, durante um diálogo de 20 minutos mantido no dia seguinte do novo teste de mísseis norte-coreano, o nono neste ano e o terceiro em apenas três semanas. Abe e Moon concordaram que esta série de desafios é "intolerável" e confirmaram que como resposta estreitarão a cooperação junto aos Estados Unidos, assinalaram fontes do Executivo japonês à agência local "Kyodo".

Ambos acordaram a necessidade de impor sanções extras e Moon ressaltou que "agora não é o momento para dialogar" com o regime que Kim Jong-um comanda, segundo o porta-voz do presidente sul-coreano, Park Soo-hyun. Conforme explicou, Moon ainda destacou que a meta das sanções e a pressão sobre Pyongyang "é para que abandone o seu programa de desenvolvimento nuclear".

Os testes de mísseis da Coreia do Norte parecem querer dizer a ao Executivo em Seul que a ideia que Moon defende não conseguirá melhores resultados do que os colhidos pelas administrações conservadoras que governaram o país na década passada.

A conversa entre Moon e Abe aconteceu em um momento de aumento das tensões na Península da Coreia, depois que o regime Juche (autossuficiência) denunciou hoje o envio aos Estados Unidos de dois bombardeiros nucleares até a fronteira em resposta ao seu último teste de mísseis.

A Coreia do Norte também confirmou hoje o lançamento do projétil que caiu na véspera no Mar do Japão, e que foi um ensaio de "um novo sistema de ultra precisão", de acordo com a agência estatal "KCNA".

Além disso, o ministro de Assuntos Exteriores do Japão, Fumio Kishida, e o conselheiro de Estado chinês, Yang Jiechi, se reuniram hoje em Tóquio para tratar de "possível formas de dialogar e de exercer pressão sobre a Coreia do Norte", segundo o titular japonês. EFE

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