Atentado de Cabul matou dois funcionários da imprensa

Cabul, 31 mai (EFE).- Pelo menos dois trabalhadores de meios de comunicação afegãos e internacionais estão entre as 80 vítimas mortais e outros seis fazem parte da lista de 350 feridos no atentado ocorrido nesta quarta-feira perto do Palácio Presidencial em Cabul.

A rede pública britânica "BBC" confirmou em um comunicado a morte de um dos seus motoristas, identificado como Mohamed Nazir, de entre 30 e 40 anos, que no momento do ataque transportava vários repórteres para o escritório da emissora na capital afegã.

O canal afegão "ToloTV" perdeu um funcionário especializado em tecnologias da informação, que foi identificado como Aziz Navin na sua conta oficial do Twitter.

"Além disso, quatro jornalistas da BBC ficaram feridos e foram tratados em hospitais. Não acreditamos que seus ferimentos suponham um perigo para as suas vidas", detalhou o departamento de imprensa da rede na nota.

Também ficaram feridos na ação dois trabalhadores da televisão local "1TV", tal e como indicou nessa rede social um dos repórter do meio, Zakarya Hassani.

Vários meios de comunicação e jornalistas de meios nacionais e internacionais compartilharam nas redes sociais fotografias de vidros quebrados e danos à mobília nos seus escritórios ou moradias pela forte explosão.

O atentado com carro-bomba deixou pelo menos 80 mortos e 350 feridos em uma zona de segurança de Cabul perto do Palácio Presidencial, onde ficam localizadas várias embaixadas e edifícios do Governo, segundo o Ministério de Saúde Pública do Afeganistão.

A potente detonação, que foi ouvida em várias zonas da cidade, ocorre no mês sagrado de Ramadã e em plena hora de muito movimento nos edifícios de escritório, já que durante esta época as pessoas entram uma hora mais tarde para trabalhar.

Os dois últimos ataques de envergadura com bomba em Cabul, o último deles no começo de mês e ocorrido também na área diplomática, foram reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

O Executivo afegão foi perdendo terreno perante os talibãs e outros grupos insurgentes desde o final da missão militar da Aliança Atlântica e neste momento apenas controla 57% do país, segundo informação de Washington.

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