Procuradoria Geral indicia ex-prefeito de Bogotá dentro do caso Odebrecht

Bogotá, 31 mai (EFE).- A Procuradoria Geral da Colômbia anunciou nesta quarta-feira que indiciará o ex-prefeito de Bogotá, Samuel Moreno, por supostas irregularidades na adjudicação do contrato Tunjuelo-Canoas à construtora brasileira Odebrecht.

Moreno deverá responder pelos delitos de suborno próprio e interesse indevido na celebração de contratos, em um caso no qual também serão indiciados os empreiteiros Orlando Fajardo Castillo e Jaime Buenaventura Quintero Sagre, segundo um comunicado da procuradoria.

O ex-prefeito Moreno já foi condenado a 18 anos de prisão por corrupção dentro de um esquema que envolve seu irmão Iván, condenado a 14 anos de prisão pela Corte Suprema de Justiça, pelos seus vínculos com o chamado "carrossel da contratação", no qual receberam milionárias propinas para repassar obras viárias em Bogotá a empreiteiras.

"Em relação com o contrato Tunjuelo-Canoas, a investigação começa a avançar com resultados muito específicos na determinação de pessoas que participaram deste caso de suborno, motivo pelo qual se decidiu pelo indiciamento" de Moreno, Fajardo e Quintero, detalhou em uma coletiva de imprensa o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez.

Fajardo está acusado pelos delitos de peculato por apropriação, interesse indevido na celebração de contratos e suborno, enquanto sobre Quintero pesam acusações pelos delitos de falsidade ideológica em documento público e peculato por apropriação.

Martínez também detalhou que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou uma comunicação na qual informa do término amanhã do prazo de confidencialidade "a respeito dos acordos de colaboração assinada entre a autoridade brasileira e pessoas relacionadas com a Odebrecht".

No entanto, disse que já efetuou uma solicitação "ao Supremo Tribunal Federal do Brasil para suspender a confidencialidade das declarações e documentos relacionados com outros países diferentes do Brasil e que façam parte da colaboração da empresa com as autoridades desse país".

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