Autoridades do Equador detêm 5 pessoas por envolvimento em caso Odebrecht

Quito, 2 jun (EFE).- As investigações do caso Odebrecht no Equador resultaram nesta sexta-feira na detenção de cinco pessoas em três cidades do país, informou a procuradora-geral substituta, Thania Moreno, que não quis identificar nenhum dos suspeitos.

Em declarações à imprensa, a procuradora detalhou que uma pessoa foi detida em Quito, outra em Latacunga e três em Guayaquil e acrescentou que foram realizadas várias buscas durante a operação.

O jornal "El Comércio", no entanto, informou em seu site que durante a madrugada os agentes fizeram uma operação de busca e apreensão no apartamento de Ricardo Rivera, tio do vice-presidente do país, Jorge Glas.

"A operação contra Ricardo Rivera foi iniciada às 5h (locais) com um grande estrondo. Os agentes derrubaram a porta do condomínio dele em Urdesa, ao norte de Guayaquil", indicou o jornal.

"Após as buscas no apartamento e em um veículo, os agentes desceram com um suspeito algemado", afirmou o "El Comércio".

A procuradora-geral substituta explicou que três ações foram realizadas em Quito, uma delas em um hotel, no qual os agentes apreenderam um cofre. Em outra das operações, documentos relacionados com a Odebrecht foram levados pelas autoridades.

"Em um domicílio em Quito, eles encontraram mais documentos e em outro, em Guayaquil, encontraram cinco cofres que guardavam US$ 170 mil em dinheiro, além de joias de alto valor, veículos, e armas, obviamente sem a licença correspondente", explicou Moreno.

"Em uma empresa, encontramos oito veículos de luxo. Já em outro domicílio, localizamos pastas para guardar documentos e um cheque no valor de US$ 980 mil da Odebrecht", indicou.

O procurador-geral do Equador, Carlos Baca, afirmou que "com rigor técnico e respeito às pessoas detidas, em estrita observância ao devido processo, a evidência para realizar as ações confirmam que os detidos e as empresas investigadas fizeram parte de uma trama de crime organizado que envolveu e teve como eixo central a Odebrecht".

Baca anunciou que, devido ao fato de alguns dos envolvidos terem foro privilegiado, uma equipe de promotores irá ao Brasil para continuar coletando evidências sobre o envolvimento deles no caso. Para o trabalho, haverá coordenação com a Procuradoria-Geral da República.

"Vamos atrás de todos os que cometeram atos de corrupção e iremos a todos os lugares que sejam necessários para levar os responsáveis por esses atos à Justiça", afirmou.

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