Campanha contra fome na Somália trata cerca de 12 milhões de animais

Roma, 2 jun (EFE).- Mais de 12 milhões de animais foram tratados nos últimos três meses na Somália como forma de tentar evitar a fome no país, afetado por uma grave seca e conflitos, informou nesta sexta-feira a Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO).

A agência apontou em comunicado que fez uma campanha em massa com a qual pretende chegar até os 22 milhões de animais cuidados até meados de julho e beneficiar assim mais de 3 milhões de pessoas.

Cerca de 3,2 milhões de pessoas correm risco de morrer de fome na Somália. A maioria destas pessoas vive em zonas rurais e depende do gado, de cabras, camelos, ovelhas e outros animais para se alimentar e como fonte de renda.

A escassez de chuvas e a seca persistente ao longo de muitas temporadas supuseram a queda da produção agrícola e a morte de cabeças de gado, o que danificou a segurança alimentar e contribuiu para o deslocamento de cerca de 680 mil pessoas desde novembro.

"Salvar os animais permite salvar vidas humanas. Quando os animais se debilitam pela seca, deixam de produzir leite e morrem, o que significa que as pessoas passam fome e as famílias já não são autosuficientes", disse o representante da agência no país, Richard Trenchard.

Com fundos do Reino Unido, do Canadá e da ONU, a FAO mobilizou 150 equipes integradas por veterinários por todo o país para tratar a cada dia até 270 mil animais perante a ameaça dos mesmos contrair parasitas e doenças pela falta de água e comida.

Se o gado está muito frágil para resistir às vacinas, então recebem suplemento de vitaminas, medicamentos e outros tratamentos para combater as infecções.

O plano para evitar a fome e agir frente à seca da FAO, estimado em US$ 160 milhões e 40% financiado, também contempla a entrega às famílias de dinheiro para que possam comprar alimentos, a reabilitação das infraestruturas agrícolas, cupons para adquirir sementes e serviços de maquinaria como tratores.

Seis anos depois que uma crise de fome foi declarada na Somália e tirou a vida de cerca de 250 mil pessoas, este país do Chifre da África, além do Sudão do Sul, Iêmen e nordeste da Nigéria, sofre com questões alimentares atuais.

Nesses quatro países um total de 30 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar severa, das quais 20 milhões estão à margem da fome ou já sofrem com a mesma.

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