ONU amplia sanções económicas impostas contra Coreia do Norte

(Atualiza com comentários de representante sul-coreano).

Nações Unidas, 2 jun (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta sexta-feira uma resolução que amplia as sanções económicas impostas à Coreia do Norte por seu programa balístico e nuclear, que vem intensificando apesar das advertências das Nações Unidas.

A resolução, que estava sendo impulsionada nas últimas semanas pelos Estados Unidos e pela China, foi aprovada unanimemente pelos 15 membros do Conselho de Segurança.

O texto amplia a mais 24 indivíduos e quatro empresas ou instituições as sanções econômicas que havia impulsionado previamente ao regime de Pyongyang pelos testes para o desenvolvimento do seu programa atômico que vem realizando há uma década.

A resolução de hoje, com o número 2356, "condena nos termos mais enérgicos as atividades de desenvolvimento de armas nucleares e mísseis balísticos". O teste mais recente aconteceu no último dia 29 de maio.

O Conselho insta a Coreia do Norte a "abandonar todas as armas nucleares e os programas nucleares existentes de maneira completa, verificável e irreversível, e pôr fim de imediato às atividades conexas".

O documento menciona as medidas recolhidas na resolução 1718, que foi aprovada pelo Conselho de Segurança em 2006 por causa do primeiro teste nuclear que se conhece e que foi seguido de quatro mais, além de múltiplas provas balísticas.

Já nessa primeira resolução se fixava uma lista de pessoas e entidades sancionadas pela ONU com o congelamento dos seus ativos financeiros, além da proibição de viajar, que se ampliam a partir de hoje.

Na lista de sancionados que figura no anexo da resolução aprovada hoje está Cho Il U, "responsável pelas operações de espionagem no exterior e pela obtenção de informação por agentes estrangeiros" da Coreia do Norte.

Também aparecem dirigentes do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, incluindo Choe Hwi, vice-diretor do Departamento de Propaganda e Agitação desse grupo politico.

Além disso, na lista estão incluídos, entre outros, responsáveis do escritório de energia atômica norte-coreano, um diretor bancário e um comerciante de armas.

As sanções afetam também duas empresas que se suspeita que podem estar vinculadas com esse programa, bem como o Koryo Bank e a Força de Mísseis Estratégicos do Exército Popular da Coreia.

Durante a sessão, o representante do governo de Seul, Cho Tae-yul, que foi convidado à reunião, lembrou que o teste balístico de 29 de maio foi o nono deste ano e o terceiro do mês passado.

"Essas provocações (...) não podem ser aceitas e deveriam receber uma resposta decidida", acrescentou o embaixador sul-coreano.

A sessão do conselho na qual se aprovou esta resolução contra a Coreia do Norte, a primeira desde que Donald Trump chegou à Casa Branca, foi presidida pela Bolívia, que durante o mês de junho presidirá esse órgão da ONU.

O texto aprovado pela ONU é divulgado um dia depois de o governo dos Estados Unidos anunciarem novas sanções econômicas contra a Coreia do Norte que afetam três indivíduos e seis empresas identificadas como fontes de financiamento do regime de Pyongyang. EFE

ag/rsd

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