Sobe para 605 o número de mortos em epidemia de cólera no Iêmen

(Atualiza com novas informações).

Genebra/Sana, 2 jun (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou para 73.700 o número de casos de cólera no Iêmen e para 605 o de mortos por esta epidemia, que começou a se alastrar pelo país árabe - que vive uma guerra civil - no final de abril e agora atinge 19 de suas 23 províncias.

A OMS informou nesta sexta-feira em Genebra que o número de mortes confirmadas chega a 570, mas, horas mais tarde, o escritório iemenita dessa agência elevou o balanço de mortes para 605 desde 27 de abril.

O conflito, por sua vez, já deixou 8.053 mortos e 45 mil feridos em um contexto em que menos de 50% das instalações médicas estão funcionando e no qual os profissionais de saúde tiveram que deixar seus lugares de origem e não recebem regularmente os seus salários desde 2016.

Além disso, medicamentos e outros provisões essenciais estão escassos no país.

Diante desta situação, "a OMS está tentando incrementar sua resposta para esta epidemia, com 150 mil fluídos intravenosos, 30 novos centros para o tratamento da diarreia e 67 toneladas de material médico", disse em Genebra o porta-voz da organização, Tarik Jasarevic.

A OMS está muito preocupada porque acredita que os 73.700 casos de cólera informados não representam a totalidade.

"Há milhares de casos todos os dias. O problema é que o acesso à água própria para o consumo é muito difícil e os serviços de limpeza pública não funcionam, assim que o lixo está na rua por todos os lados", explicou Jasarevic.

Em Sana, a capital do Iêmen, o sistema normal de distribuição de água está paralisado e toda a água é transportada por caminhões, uma situação que obriga as pessoas a extraírem água contaminada dos poços.

Jasarevic explicou que "isto é algo que pode matar potencialmente muito mais pessoas e, por isso, a situação chegou a este ponto, porque o cólera não é fácil de tratar".

As operações da OMS no Iêmen enfrentam, assim como em outros casos de situação de emergência humanitária, uma escassez de recursos. Dos US$ 321 milhões necessários, os doadores financiaram apenas 13%.

A essa dificuldade se soma o limitado acesso de pessoal humanitário a certas áreas do país por causa do conflito e dos danos às infraestruturas.

A OMS estima que a taxa de mortalidade desta epidemia está em torno de 0,8%, com áreas específicas do Iêmen onde é muito mais elevada e pode chegar a 2,5%.

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