Filipinas reconhecem luta contra o EI nos combates de Marawi

Manila, 3 jun (EFE).- O secretário de Defesa da Filipinas, Delfim Lorenzana, reconheceu neste sábado que o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) protagoniza a rebelião em Marawi, onde mais de 200 jihadistas seguem resistindo ao assédio do Exército nesta cidade ao sul do país.

"Acreditamos que se trata do EI", disse o ministro em uma coletiva de imprensa, ao argumentar que "no geral grupos locais costumam se dispersar, mas este grupo se entrincheirou ali e está disposto a lutar até o final".

Até agora, o Governo tinha considerado os rebeldes, que estão há 12 dias semeando pânico na cidade, membros do Grupo Maute, uma organização local afim ao EI, mas sem vínculos provados.

As palavras do ministro mostram que o EI tomou o comando das operações dos insurgentes supostamente liderados em Marawi por Isnilon Hapilon, um veterano jihadista local procurado em vários países e por cuja captura os Estados Unidos oferecem US$ 5 milhões.

Lorenzana também afirmou que as Forças Armadas estão lutando contra entre 200 e 250 jihadistas, um número superior ao estimado em anteriores ocasiões pelas autoridades, que achavam que os rebeldes só contavam com entre 30 e 50 efetivos.

O conflito deixou por enquanto 175 mortos - 120 rebeldes, 36 soldados das forças de segurança e 19 civis - segundo os dados oficiais, mas o número pode ser maior, já que o Exército está há dois dias sem atualizar as cifras e acredita-se que haja corpos de civis na zona de combate.

As Forças Armadas trataram nos últimos dias de encurralar sem sucesso os jihadistas em três bairros do centro da cidade com bombardeios, ataques aéreos e operações sobre o terreno.

O secretário de Defesa reconheceu hoje que o Exército começou a disparar contra mesquitas na zona insurgente, já que os radicais islamitas as estão utilizando como bases de artilharia e os seus minaretes como postos de franco-atiradores.

Mais do 90% dos 200 mil habitantes de Marawi fugiram ou foram evacuados devidos ao conflito.

A crise em Marawi começou em 23 de maio, quando os jihadistas lançaram uma ofensiva na qual atearam fogo em uma delegacia, um colégio, uma prisão e uma igreja, onde sequestraram 14 pessoas que ainda estão sob seus domínios.

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