Justiça ordena prisão preventiva para 5 detidos por caso Odebrecht no Equador

Quito, 3 jun (EFE).- A justiça equatoriana ordenou neste sábado a prisão preventiva para as cinco pessoas que foram detidas na sexta-feira como parte das investigações do escândalo da Odebrecht, nas quais são averiguados supostos pagamentos de propina, informou a promotoria.

"A juíza ditou prisão preventiva contra cinco processados e prisão domiciliar para um deles", escreveu a promotoria em sua conta no Twitter, na qual acrescentou que congelou as contas bancárias dos envolvidos. A promotoria detalhou que a instrução fiscal "por associação ilícita" durará 90 dias.

Sem identificar nenhum dos detidos "por respeito ao devido processo", a juíza Thania Moreno informou na sexta-feira que em uma série de operações nas cidades de Quito, Guayaquil e Latacunga, foram detidas cinco pessoas vinculadas ao caso Odebrecht.

O jornal "El Comercio" informou na sexta-feira que durante a noite de ontem a Polícia inspecionou o apartamento de um tio do vice-presidente do país, Jorge Glas, em um bairro do norte de Guaiaquil.

"Há um parente, tio, que está sendo investigado. Mais uma vez, como sempre agi em toda a minha vida, que se investigue", disse Glas pouco após saber sobre as detenções e exigir "que a justiça atue" e "investigue todos".

Em dezembro do ano passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que a construtora brasileira havia supostamente pago US$ 788 milhões em propina em 12 países da América Latina e da África, incluindo o Equador.

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