Polícia usa bombas de gás para dispersar marcha da oposição em Caracas

Caracas, 3 jun (EFE).- Soldados da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) e da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) dispersaram neste sábado com bombas de gás lacrimogêneo, jatos de água e gás de pimenta uma marcha convocada pela oposição venezuelana, segundo constatou a Agência Efe.

A mobilização tinha sido convocada pela coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) para protestar "contra a fome" e partiu da urbanização de Montalbán rumo à paróquia de El Valle, ambos pontos situados no oeste da capital venezuelana, governado pelo chavista Jorge Rodríguez.

No entanto, os opositores não puderam completar este percurso, uma vez que os agentes da polícia ergueram pelo menos duas muralhas metálicas nas vias e advertiram os manifestantes que este protesto estava proibido, antes de usar os gases e a água para dispersá-los.

O deputado Miguel Pizarro denunciou através da sua conta no Twitter que um oficial da GNB lhe lançou gás de pimenta, duas bombas de gás lacrimogêneo e deu a ordem de disparar balas de borracha contra quem tentasse intermediar com os policiais para que permitissem a continuidade da manifestação.

Por outra parte, o deputado Juan Andrés Mejía indicou também no Twitter que seu irmão ficou ferido por disparos de balas de borracha e compartilhou várias fotografias para comprovar as informações.

Além disso, o legislador Rafael Guzmán assegurou que foi atingido por uma bala de borracha que não lhe provocou ferimentos graves.

"A enrascada da GNB nos atacou sem intermediar (...) A ditadura não nos dobrará", acrescentou o opositor na mesma rede social.

O presidente do parlamento, Julio Borges, havia declarado durante a manifestação que esta era realizada com panelas vazias "que representam o verdadeiro problema do país, um sistema que leva à fome, à dependência e à escravidão".

"Hoje quatro de cada dez venezuelanos come duas ou menos vezes ao dia e 69% da população perdeu peso graças à gestão de Nicolás Maduro", denunciou Borges.

A Venezuela é palco de uma onda de manifestações a favor e contra o governo desde o último dia 1ª de abril, algumas das quais geraram incidentes violentos que deixaram um saldo até agora de 64 mortos e mais de mil feridos, segundo números do Ministério Público.

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