Eleição de Constituinte venezuelana deve ser marcada para 30 de julho

Caracas, 4 jun (EFE).- A presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, anunciou neste domingo que o organismo avaliará amanhã "para sua aprovação" que a eleição de uma Assembleia Nacional Constituinte, que redigirá uma nova Constituição, seja realizada no dia 30 de julho.

Esta "data definitiva", segundo explicou a reitora, foi proposta pela Junta Nacional Eleitoral e será discutida nas próximas horas pelas cinco autoridades do CNE, quatro das quais são ligadas ao governo de Nicolás Maduro, que promove este processo.

Nesse dia, segundo a proposta da Junta, serão eleitos 545 representantes em todo o país por meio de dois tipos de votações: 364 no "âmbito territorial" e 181 no "âmbito setorial", entre eles oito que serão escolhidos pelos povos indígenas respeitando os seus "usos e costumes" e mediante "assembleias comunitárias".

Lucena destacou que 55.314 pessoas se inscreveram no site do CNE com a intenção de serem candidatas nesta eleição, entre elas 19.876 aspirantes na modalidade de votações territoriais e 35.438 para as setoriais.

De acordo com as bases eleitorais que regerão este processo, que foram propostas por Maduro e aprovadas pelo CNE, o "âmbito territorial" estabelece que todos os municípios do país elegerão um representante, com exceção das capitais de estado que terão dois e do município de Libertador, em Caracas, que elegerá sete.

Por sua vez, o "âmbito setorial" será distribuído entre 24 eleitos pelos estudantes, oito por camponeses e pescadores, cinco pelos empresários, 28 pelos aposentados, 24 pelos conselhos comunais e 79 pelos trabalhadores.

A MUD já antecipou que não participará deste processo, que qualificou como fraudulento, e, por outro lado, convocou seus simpatizantes a continuar se manifestando nas ruas.

Já a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, questionou este processo devido ao fato de que não inclui um referendo consultivo prévio à eleição da Constituinte, razão pela qual pediu que o presidente reconsidere sua iniciativa.

No entanto, Maduro já ressaltou que uma mudança de Constituição "é o único caminho para lograr a paz" perante a atual crise.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos