Muscat é reeleito primeiro-ministro de Malta apesar de escândalo de corrupção

Roma, 4 jun (EFE).- Joseph Muscat, líder do Partido Trabalhista e primeiro-ministro de Malta, venceu as eleições gerais antecipadas realizadas no sábado no país e renova seu mandato, após ter seu nome envolvido em um escândalo de corrupção.

"Agradeço (ao líder do principal partido da oposição, o Partido Nacionalista) Simon Busuttil por me felicitar pelos resultados eleitorais. Desejo o melhor para ele", escreveu Muscat na rede social do Twitter.

Busuttil, que centrou os seus esforços em pré-campanha em descredibilizar Muscat, reconheceu a derrota na mesma rede social. "Acabo de ligar para Joseph Muscat. Como sempre, respeitamos as decisões dos eleitores ", destacou.

Muscat foi reeleito primeiro-ministro, após ser escolhido por uma considerável margem de vantagem que poderia chegar até 30 mil votos, segundo as primeiras estimativas divulgadas pelos meios locais e na falta de dados definitivos, que serão publicados pela Comissão Eleitoral maltesa.

É a primeira vez em 40 anos que o Partido Trabalhista é reeleito com maioria popular e de forma consecutiva para o Executivo, segundo o jornal "Times of Malta".

Muscat mantém assim o cargo de premiê e começa agora uma nova legislatura de cinco anos, legitimado pela população que premiou a boa situação econômica do país frente às críticas da oposição que acusavam o líder socialista de manchar a imagem da ilha.

Malta viveu algumas semanas de muita tensão e fortes críticas entre Governo e oposição, e por isso Muscat pediu reconciliação hoje, em linha com a mensagem que pronunciou no sábado a presidente do país, Marie Louise Coleiro Preca.

"O otimismo triunfou sobre a negatividade, os rumores e o ressentimento. (...) O nosso próximo passo será lutar por uma reconciliação nacional após uma campanha tão dividida", disse Muscat à rede de televisão estatal "TVM".

"Atribuo a vitória à nossa campanha positiva. Houve ataques sem precedentes ao Governo, a mim e à minha família, mas as pessoas elegeram continuar com o progresso", acrescentou.

As eleições antecipadas tinham sido convocadas por Muscat, depois que em abril sua mulher, Michelle, apareceu nos Panama Papers "como proprietária de uma empresa fantasma.

Ao escândalo, que já tinha atingido antes ao ministro de Energia, Konrad Mizz, seguiu em maio a acusação da rede de meios European Investigative Collaborations (EIC) que apontou Malta como refúgio para supostas práticas de fraude e evasão fiscal.

Frente às críticas, Muscat centrou sua pré-campanha em apresentar um programa eleitoral com diminuição de impostos e aumento das pensões, além de prometer repavimentar todas as estradas de Malta e Gozo nos próximos sete anos.

Não obstante, ainda que Muscat tenha ganhado, seguirá estando sob pressão pois há em curso uma investigação judicial no país que trata de esclarecer a presença ou ausência de responsabilidade do premiê no citado escândalo de corrupção.

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