ONU acusa governo e oposição do Sudão do Sul de matar 135 civis

Juba, 4 jun (EFE).- A missão da ONU para o Sudão do Sul (UNMISS) acusou neste domingo o Governo do país e a oposição armada de matar 135 civis na cidade de Yei (sul).

Segundo um relatório da divisão de Direito Humano da UNMISS intitulado "Violações dos Direitos Humanos em Yei desde julho de 2016 até janeiro de 2017", as forças governamentais assassinaram 114 civis por apoiar a oposição armada, liderada pelo ex-vice-presidente Riek Machar.

Além disso, foram acusadas de violência sexual e de impor restrições ao movimento dos cidadãos de Yei, que fica localizada a cerca de 150 quilômetros ao sudoeste da capital do país, Juba.

A UNMISS também registrou que tropas da oposição armada leal ao ex-vice-presidente, Riek Machar, mataram 21 sul-sudaneses que viajavam em um carro entre Yei e Juba em outubro de 2016.

Também acusou os rebeldes de sequestrar 39 refugiados sudaneses na zona de Lasso.

O relatório revelou que mais de 11 mulheres foram vítimas de violência sexual por ambas as partes e sublinhou que estas ações poderiam ser consideradas crimes de guerra e contra a Humanidade se forem realizadas mais investigações sobre o ocorrido.

A ONU exige que as autoridades do país atuem com total responsabilidade e que garantam proteção aos cidadãos sem se importar com a etnia ou ideologia política.

Além disso, solicita a todas as partes no conflito que as pessoas envolvidas nestas ações respondam perante a justiça de maneira urgente.

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