Empresários panamenhos pedem que Supremo resolva recursos de caso Odebrecht

Cidade do Panamá, 5 jun (EFE). - O principal grupos de empresários do Panamá pediu nesta segunda-feira para que a Corte Suprema de Justiça resolva "o mais rápido possível" os recursos apresentados pelos envolvidos no caso da Odebrecht, cuja existência supostamente impede que prisões preventivas sejam decretadas.

"Apelamos que as ações interpostas perante a Corte Suprema de Justiça sejam resolvidas o mais rápido possível para que as investigações avancem", indicou em comunicado a Câmara de Comércio, Indústrias e Agricultura do Panamá (CCIAP).

A procuradora-geral Kenia Porcell indicou na semana passada que são 36 réus no caso de corrupção da multinacional brasileira, mas que nenhum está em prisão preventiva, como acontece em outros países, por conta da existência de pelo menos dez recursos não resolvidos, entre eles vários de habeas corpus.

"Tudo que tem a ver com as alegações de corrupção é assunto sensível e de interesse nacional, portanto, merece atenção prioritária, pois se trata dos nossos recursos econômicos e da decência do país", acrescentou o grupo.

A CCIAP disse ainda que é "inaceitável" que alguns setores da sociedade panamenha "tentem minar os avanços obtidos e as ferramentas de negociação colocadas à disposição do Ministério Público", como a recente aprovação de uma lei que permite acordos ou delação premiada.

A Promotoria analisa 24 investigações da Odebrecht com pelo menos 36 envolvidos, entre eles dois filhos do ex-presidente Ricardo Martinelli - Ricardo Martinelli Linares e Luis Enrique Martinelli Linares -, que estão sendo procurados internacionalmente.

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