Ex-candidato à presidência do Panamá presta depoimento por caso Odebrecht

Panamá, 5 jun (EFE).- José Domingo Arias, ex-candidato presidencial do partido do ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli, compareceu nesta segunda-feira ao Ministério Público para prestar depoimento por supostamente ter recebido dinheiro da Odebrecht na última campanha eleitoral.

"Viemos cooperar e apresentar todas as explicações", disse Arias aos jornalistas na entrada do Ministério Público.

Em 11 de maio, foi revelada no Panamá a confissão da marqueteira brasileira Mônica Moura, que declarou que a Odebrecht acordou com Martinelli o financiamento ilegal com US$ 16 milhões da campanha de Arias nas eleições de 2014, na qual venceu o atual governante Juan Carlos Varela.

Moura disse que seu trabalho como marqueteira no Panamá teve como intermediário o diretor-geral da Odebrecht nesse país, André Rabello.

"Nós vamos dar as explicações que o MP solicitar", insistiu o ex-candidato presidencial, conhecido popularmente como "Mimito" Arias.

O advogado e ex-embaixador do Panamá na OEA Guillermo Cochez denunciou em fevereiro de 2016 que o marido de Moura, João Santana, estava sendo investigado no Brasil e que tinha trabalhado na campanha panamenha de 2014.

A Promotoria panamenha disse na semana passada que tem abertas 24 investigações em torno da Odebrecht com pelo menos 36 envolvidos, entre eles dois filhos do ex-presidente Martinelli, Ricardo Alberto e Luis Enrique Martinelli Linares, contra os quais pesa um mandado de busca e captura internacional.

O Ministério Público indicou que já recuperou US$ 56 milhões em distintas contas da Suíça, Andorra e Panamá.

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