Líder opositor exige renúncia de premiê britânica por cortes em segurança

Londres, 5 jun (EFE).- O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, pediu nesta segunda-feira a saída da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, da chefia de governo pelos cortes feitos no número de agentes de polícia, no contexto do debate sobre segurança gerado no país após o último atentado ocorrido em Londres.

Durante a campanha para as eleições gerais desta quinta-feira no Reino Unido, Corbyn disse à imprensa britânica que May foi responsável por reduzir o número de policiais - em quase 20 mil - quando era ministra do Interior durante o mandato de David Cameron.

Após o ataque em Londres, o terceiro contra o Reino Unido em um intervalo de três meses, e no qual morreram sete pessoas, os cortes em segurança foram colocados no centro do debate político.

O líder do principal partido da oposição insistiu que as eleições desta quinta-feira representam, "talvez, a melhor oportunidade" de tirar a chefe de governo de seu cargo.

Corbyn lembrou que May "esteve todo este tempo no Ministério de Interior" e agora se limita a dizer que há um problema de ameaça terrorista no Reino Unido contra o qual é preciso implementar medidas mais duras.

"Sim, temos um problema, jamais deveríamos ter reduzido o número de policiais", insistiu o político, que nas últimas semanas avançou nas pesquisas de intenção de voto ao reduzir, em apenas um mês, de 20 para três pontos a diferença com os 'tories' (conservadores).

May propôs ontem uma revisão na legislação antiterrorista para lutar contra a "perversa ideologia" do extremismo islâmico e se mostrou favorável a tomar novas medidas para evitar a radicalização através da internet. Além disso, a premiê pedirá que a polícia conte com as capacidades necessárias para combater a ameaça terrorista e estabelecer penas mais duras para alguns crimes.

Nos últimos três meses foram três atentados: o primeiro em março, na Ponte de Westminster, onde um terrorista atropelou transeuntes que estavam no local; o segundo, no dia 22 de maio, na área externa do ginásio Manchester Arena, e, no último sábado, na Ponte de Londres, na zona leste da cidade.

Corbyn fez esses comentários depois que Steve Hilton, antigo assessor do ex-primeiro-ministro David Cameron, comentou aos meios de comunicação que May foi "responsável pelos erros de segurança na Ponte de Londres, em Manchester e na Ponte de Westminster".

A premiê concentrou sua campanha mais uma vez no tema do "Brexit" e acusou hoje Corbyn de não estar em condições de levar adiante as negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

May deixou claro que as eleições serão afetadas pelo atentado em Londres, no qual três terroristas mataram sete pessoas - ao atropelá-las na Ponte de Londres e esfaqueá-las no mercado gastronômico de Borough - antes de serem abatidos por agentes armados.

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