Prefeito de Londres condena "ideologia perversa" de autores do atentado

Londres, 5 jun (EFE).- O prefeito de Londres, o trabalhista Sadiq Khan, condenou nesta segunda-feira a "ideologia perversa e doente" professada pelos três autores do atentado de sábado, que foram abatidos pela polícia após terem matado sete pessoas e ferido 48.

Em um pronunciamento conjunto com a comissária-chefe da Scotland Yard, a polícia metropolitana de Londres, Cressida Dick, no mercado de Borough, um dos pontos atacados na capital, Khan qualificou este novo incidente terrorista contra o Reino Unido de "covarde e perverso".

O primeiro prefeito muçulmano de Londres confessou que se sente "furioso" diante do fato de que os três autores, cujas identidades são conhecidas pela polícia, mas que ainda não foram divulgadas, "justificassem" suas ações com base na religião islâmica.

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu ontem a autoria do atentado.

"Estou irritado e furioso porque estes três homens buscam justificar suas ações usando a fé que eu também professo", disse o prefeito de Londres.

Khan reiterou que "a ideologia que (os agressores) seguem é perversa, é doente e não tem lugar no Islã", ao mesmo tempo em que assegurou que "Londres não se deixará amedrontar pelo terrorismo".

Para o prefeito da capital britânica, é necessário que "todos trabalhem lado a lado para resolver o problema", pois "os terroristas querem prejudicar o estilo de vida" britânico.

Faltando três dias paras as eleições gerais antecipadas no Reino Unido, o prefeito criticou os planos do atual governo conservador de reduzir o orçamento destinado à polícia no futuro em 400 milhões de libras (459 milhões de euros) e se comprometeu a lutar para que isto não aconteça.

A comissária-chefe da Scotland Yard, por sua vez, afirmou que a polícia trabalha agora para "averiguar o que está por trás do atentado" com o objetivo de "manter o país em segurança".

Cressida também elogiou a capacidade de resposta dos agentes diante do ocorrido e a "coragem" dos cidadãos de Londres, que retomaram hoje suas vidas com aparente normalidade.

Em resposta a uma pergunta dos jornalistas, a comissária-chefe admitiu que, por causa dos ataques ocorridos no país em 2017 - em Westminster (março), Manchester (há duas semanas) e agora em Londres - é necessário fazer uma revisão "geral" da "estratégia, da tática e dos recursos disponíveis" para fazer frente ao terrorismo.

Não obstante, Cressida considerou que armar todos os agentes "não é uma opção sensata" e que a melhor solução é "ter policiais armados que sejam capazes de se deslocar em Londres durante as 24 horas do dia".

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