Supremo do Panamá despreza recursos de indiciados no caso Odebrecht

Cidade do Panamá, 5 jun (EFE).- O plenário da Corte Suprema de Justiça (CSJ) do Panamá informou nesta segunda-feira que declarou "não viáveis" quatro recursos de habeas corpus apresentados pelas defesas de indiciados no caso dos subornos da Odebrecht.

O grupo de nove magistrados também "decidiu aceitar a desistência" de um quinto habeas corpus, segundo indicou o Órgão Judicial panamenho em um comunicado de dois parágrafos.

Fontes do Órgão Judicial disseram à Agência Efe, sem entrar em detalhes, que os recursos foram apresentados pela defesa de pessoas investigadas pelo Ministério Público pelo caso dos subornos pagos no país pela Odebrecht, que chegam a US$ 59 milhões, segundo reconheceu a construtora brasileira perante a Justiça dos Estados Unidos.

Segundo meios de comunicação locais, os recursos de habeas corpus foram apresentados pela defesa de Luis Enrique e Ricardo Alberto Martinelli Linares, filhos do ex-presidente Ricardo Martinelli (2009-2014).

Os filhos do ex-governante, que vive nos Estados Unidos e cuja extradição já foi solicitada por um caso de supostas escutas ilegais, são duas das 36 pessoas indiciadas por supostamente terem recebido subornos da Odebrecht, e ambos são alvos de uma ordem de busca e captura internacional.

Citando fontes oficiais, a imprensa panamenha indicou que os outros recursos de habeas corpus foram apresentados pelas defesas de Mario Martinelli, irmão do ex-presidente panamenho; Guillermo Sáenz Llorens, ex-diretor da Caixa de Seguro Social (CSS); Ana Isabel Suárez Cedeño; Federico José Suárez, ex-ministro de Obras Públicas; e Nitzela Bonilla Pérez.

A procuradora-geral do Panamá, Kenia Porcell, pediu publicamente no último dia 31 de maio que os magistrados da Corte Suprema resolvessem os habeas corpus relacionados com o caso Odebrecht.

Na ocasião, Porcell disse que os indiciados pelo caso dos subornos da construtora no Panamá não estavam detidos porque há vários habeas corpus não resolvidos.

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