Deuba é escolhido como primeiro-ministro do Nepal

Katmandu, 6 jun (EFE).- O líder do Partido do Congresso do Nepal (NC, sigla em inglês), Sher Bahadur Deuba, foi escolhido nesta terça-feira como o primeiro-ministro do país do Himalaia, o de número 40, e sucederá o comunista Pushpa Kamal Dahal, que renunciou em 24 de maio como parte de um pacto entre as forças da coalizão de governo.

"Sher Bahadur Deuba foi escolhido como premiê do país por maioria de votos, recebeu 388" dos 588 votos, anunciou a presidente do parlamento, Onsari Gharti Magar, ao confirmar o nome do quarto premiê no cargo desde o terremoto de abril de 2015.

Esta é a quarta vez que Deuba, o único candidato ao cargo, ficará à frente do Executivo nepalês.

Durante a sessão de posse, o novo premiê destacou que suas prioridades passam pela conclusão das primeiras eleições locais em 20 anos, cuja fase final acontecerá no próximo dia 28, e chegar a um acordo com a minoria madhesi, da rica região de Terai.

"Estou comprometido com eleições livres e justas, todas as eleições, a segunda fase das eleições locais, as centrais e as provinciais, serão realizadas no tempo estabelecido em um ambiente de falta de temor", disse o novo governante.

As eleições locais tiveram sua primeira fase em 14 de maio, mas a segunda teve que ser adiada devido à rejeição dos madhesi de que esta fosse realizada sem que ocorressem emendas à Constituição aprovada em 2015.

Deuba disse que será uma prioridade para ele "atender às preocupações dos partidos madhesi através de uma emenda constitucional".

O novo premiê acrescentou que entre os seus objetivos está o desenvolvimento econômico através do investimento nacional e estrangeiro e da aceleração do trabalho de reconstrução de todas as propriedades destruídas após o terremoto.

Deuba também se mostrou conciliador ao assegurar que buscará o apoio do opositor Partido Comunista Unificado (CPN-UML, marxista-leninista) para criar políticas de longo prazo.

"Gostaria também de agradecer a Puspa Kamal Dahal sua cultura política ao seguir o nosso acordo. Ele estabeleceu uma nova prática na nossa política", disse Deuba ao agradecer ao premiê em fim de mandato.

Dahal renunciou em cumprimento do acordo que tinha o Partido Comunista (UCPN-M, maoísta-centrista) com o NC de entregar o governo uma vez que fossem realizadas as eleições locais.

Esse acordo foi alcançado após a renúncia como premiê em agosto do ano passado de Sharma Oli, líder do Partido Comunista Unificado (CPN-UML, marxista-leninista), que naquele momento governava em coalizão com os maoístas.

Se não acontecer nenhum imprevisto, Deuba deve liderar o governo do país até as próximos eleições gerais, em 21 de janeiro de 2018.

O Nepal atravessa um período de enorme instabilidade política e protestos após a aprovação da Constituição em 2015 contra a vontade das minorias da rica região de Terai, que mantêm uma queda de braço constante para conseguirem uma emenda à Carta Magna com o objetivo de obter mais prerrogativas que as reconhecidas nela.

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