Erdogan critica sanções contra o Catar e pede mais diálogo

Istambul, 6 jun (EFE).- O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou nesta terça-feira as sanções que Arábia Saudita e outros países árabes impuseram ao Catar, e pediu mais diálogo para resolver o enfrentamento.

"Quero dizer que não me parecem certas as sanções contra o Catar", afirmou o governante turco durante um discurso após o tradicional jantar de Ramadã, transmitido ao vivo pela emissora turca "NTV".

"As questões devem ser resolvidas dialogando. Nós manteremos as nossas relações com o Catar. Faremos o que estiver ao nosso alcance para resolver a crise que vive o Golfo", acrescentou o presidente turco.

Na segunda-feira, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados, Iêmen e Egito, seguidos das Maldivas, romperam relações diplomáticas com o Catar, país que acusam de apoiar o terrorismo e de ameaçar a estabilidade do Oriente Médio.

Erdogan classificou a acusação de "muito grave" e "difícil de acreditar", e atribuiu o surgimento repentino da crise a um "obscuro jogo político".

"Nos meus 15 anos de mandatos como premiê e presidente conheci de perto (o Catar). Se tivesse ocorrido algo assim eu teria sido o primeiro chefe de Estado a tomar conhecimento. Mas não vi nada assim", declarou Erdogan.

"Estão jogando um jogo diferente, mas quem está por trás é algo que ainda não pudemos determinar", completou.

O presidente turco destacou ainda que conversou com vários líderes mundiais por telefone para tentar resolver a crise.

Erdogan citou especialmente o presidente francês, Emmanuel Macron; o indonésio Joko Widodo; o rei do Barhein, Hamad bin Isa al-Khalifa; o monarca jordaniano, Abdullah II; o premiê libanês, Saad Hariri, e o da Malásia, Najib Tun Abdul Razak.

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