Irlanda investiga vínculos em Dublin de um dos terroristas de Londres

Dublin, 6 jun (EFE).- A polícia da Irlanda (Garda) está investigando nesta terça-feira as conexões neste país de um dos três terroristas envolvidos nos ataques de sábado em Londres, depois que os agentes britânicos encontraram documentos de identidade supostamente expedidos por autoridades irlandesas.

Segundo fontes oficiais, a Garda está tentando confirmar a autenticidade de um documento de identidade irlandês expedido para Rachid Redouane, de 30 anos e um dos autores do atentado em que morreram sete pessoas e outras 48 ficaram feridas.

A emissora pública irlandesa "RTE" informou hoje que a polícia britânica comunicou a seus colegas irlandeses que Redouane, de origem líbia e marroquina, se casou com uma cidadã britânica na Irlanda em 2012, antes que ambos retornassem ao Reino Unido.

O casal, de acordo com esta versão, voltou a Dublin em 2016 e residiu brevemente em um bairro do sul da capital irlandesa, até que se separou.

A polícia britânica encontrou um documento de identidade expedido para Redouane em Dublin pouco depois do ataque de sábado, no qual os três terroristas atropelaram pedestres na Ponte de Londres (London Bridge) e depois esfaquearam várias pessoas no mercado de Borough, antes de serem abatidos por agentes armados.

Fontes do Executivo irlandês indicaram hoje que trabalham para determinar se o documento em questão se trata de um cartão de identificação válido expedido pelo Escritório Nacional de Imigração da Garda.

Este documento é entregue a cidadãos não comunitários para constatar que eles têm permissão para residir na República da Irlanda e o titular deve portá-lo sempre.

Apesar de ter aparentemente vivido em Dublin durante um tempo, as forças de segurança irlandesas indicaram que Redouane não tinha antecedentes criminais e que tampouco havia sido investigado por atividades relacionadas com o islamismo radical.

Além da Redouane, a polícia britânica identificou ontem outro dos autores do ataque como Khuram Shazad, um britânico nascido no Paquistão que estava no radar do serviço secreto, enquanto o terceiro foi identificado hoje, Youssef Zaghba, um italiano de origem marroquina de 22 anos que não estava sendo monitorado pelas autoridades.

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