Kremlin nega acusações de ataque contra campanha eleitoral nos Estados Unidos

Moscou, 6 jun (EFE). - O Kremlin rejeitou nesta terça-feira as novas acusações dos Estados Unidos sobre supostos ataques cibernéticos durante a campanha eleitoral americana.

"Essa afirmação não corresponde em nada a realidade. Não vimos qualquer argumento a favor da veracidade dessa informação e, portanto, rejeitamos taxativamente a possibilidade que isso tenha acontecido", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos jornalistas.

Um relatório da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos publicado ontem por jornais locais garantiu que a inteligência militar russa atacou em mais de 100 ocasiões ao menos um dos fornecedores de software do sistema de voto nos Estados Unidos.

De acordo com o documento, classificado como altamente sigiloso, a Direção Geral de Inteligência do Ministério de Defesa Russa (GRU, sigla em russo) fez um ataque em agosto de 2016, "obviamente para obter informação com o software eleitoral e as aplicações do hardware".

O texto acrescenta que "os autores provavelmente usaram a informação para uma campanha de 'spear-phishing' (operação centrada em um grupo ou organização específica para a obtenção dos seus dados) dirigida às entidades locais de registro eleitoral".

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reiterou na sexta-feira passada durante o Fórum Econômico de São Petersburgo que os serviços de inteligência dos Estados Unidos "não têm qualquer prova" que demonstre a ingerência do Executivo em Moscou no processo eleitoral desse país.

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