Kuwait se oferece para intermediar na crise entre Catar e países árabes

Cairo, 6 jun (EFE).- O Kuwait se ofereceu para intermediar na crise entre o Catar e outros sete países árabes que romperam suas relações diplomáticas com Doha em uma conversa telefônica ontem à noite entre os governantes desses dois países do Golfo, informaram nesta terça-feira fontes oficiais.

O emir do Kuwait, xeque Sabah al Ahmad al Sabah, pediu ao monarca do Catar, Tamim bin Hamad al Thani, que "exercite o autocontrole" e "se abstenha" de dar passos que possam piorar a situação, segundo um comunicado da agência oficial kuwatiana, "Kuna".

Por causa desse telefonema, Thani decidiu "adiar" o discurso que faria ao povo catari por causa da crise diplomática para dar tempo ao emir para que este realize "os contatos com as partes em conflito" e tente "conter a crise", de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Catar.

O Ministério destacou na nota oficial que o Kuwait teve "papel importante" na última crise diplomática entre o Catar e seus vizinhos do Golfo, em 2014.

Um funcionário do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores do Kuwait, Ahmad Nasser al Mohammad al Sabah, afirmou que seu país está se esforçando para conseguir um "equilíbrio" na região para solucionar as divergências através do "diálogo direto", segundo uma nota divulgada pela "Kuna".

O emir do Kuwait recebeu ontem uma mensagem do rei saudita, Salman bin Abdulaziz al Saud, que foi transmitida através de um conselheiro, segundo a fonte.

Após a escalada da crise diplomática, o ministro das Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al Thani, se reuniu ontem com seu equivalente de Omã, Yusuf bin Alawi bin Abdullah.

Omã, que não se juntou ao boicote diplomático, também intermediou em conflitos regionais em outras ocasiões, como por exemplo, na guerra do Iêmen.

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Bahrein anunciaram ontem o rompimento de suas relações diplomáticas com o Catar e, além disso, alguns destes países ordenaram o fechamento das fronteiras terrestres e do espaço aéreo e marítimo.

As quatro nações árabes justificaram essas medidas pelo suposto apoio de Doha a "organizações terroristas", entre as quais citaram a Irmandade Muçulmana, o Estado Islâmico e a Al Qaeda.

Também romperam relações com o Catar o governo líbio de Al Bayda, controlado pelo parlamento de Tobruk e pelo marechal Khalifa Hafter, homem forte do leste da Líbia; e o governo reconhecido internacionalmente do Iêmen, do presidente Abdo Rabbu Mansour Hadi. EFE

mp/rpr

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