Mauritânia também decide romper relações com o Catar

Nouakchott, 6 jun (EFE).- O governo da Mauritânia rompeu nesta terça-feira suas relações diplomáticas com o Catar, um dia depois que essa mesma decisão foi tomada por Arábia Saudita, Emirados Árabes, Egito e Bahrein, segundo um comunicado divulgado nesta noite pelo Ministério de Relações Exteriores do país.

"O Estado do Catar se empenhou em violar os princípios sobre os quais se funda a ação árabe comum, e a sua política na região se baseia no apoio a organizações terroristas", destacou o Ministério mauritano em seu comunicado, repetindo o motivo das potências do Golfo, principais sustentos econômicos da Mauritânia.

O texto acrescentou que Doha "faz propaganda das ideias extremistas e trabalha pela propagação da anarquia e dos conflitos em numerosos países árabes, o que conduziu a tragédias humanas nestes países, na Europa e no mundo".

A ação do Catar "também levou ao desmembramento de instituições em países irmãos e à destruição de infraestruturas", segundo o Ministério mauritano, em uma alusão velada à Síria e ao Iêmen.

"Perante a persistência do Catar nestas políticas", o governo mauritano "decidiu romper as suas relações diplomáticas com ele", concluiu o comunicado.

A Mauritânia é o primeiro país do Magrebe árabe que se soma à ruptura diplomática com o Catar, já que, até o momento, os seus vizinhos (Marrocos, Argélia e Tunísia) não deram esse passo, limitando-se a expressar sua preocupação ou, no caso de Rabat, se mantendo em total silêncio sobre a questão.

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