May diz que polícia revisará monitoramento de potenciais extremistas

Londres, 6 jun (EFE).- A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse nesta terça-feira que espera que as forças de segurança revisem seus métodos de monitoramento de potenciais extremistas, após saber que um dos autores do atentado de sábado em Londres esteve na mira das autoridades.

"O (serviço de contra-espionagem) MI5 e a polícia já disseram que revisariam como agiram no caso de Manchester e espero que façam exatamente o mesmo em relação com a Ponte de Londres (London Bridge)", afirmou a premiê durante um ato de campanha.

A primeira-ministra, que espera revalidar seu cargo nas eleições desta quinta-feira, disse "entender" que as pessoas possam estar "preocupadas" ao saberem que a polícia tinha monitorado em 2015 um dos três agressores, Khuram Shazad Butt, mas depois abandonou as investigações sobre ele.

Antes do discurso de May, seu ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, disse à "BBC" que a população tem o direito de questionar como um dos três terroristas do atentado de Londres pôde "escapar" do radar do serviço secreto.

A premiê disse compreender que os cidadãos estejam preocupados, mas insistiu que o importante é que na quinta-feira eles elejam um governo que "dê mais competências à polícia e aos serviços de segurança quando necessário, e confronte o extremismo na internet e dentro do Reino Unido".

Ao ser perguntada se vai questionar os aliados do Reino Unido no Golfo Pérsico sobre o seu suposto financiamento de grupos jihadistas caso seja eleita primeira-ministra, May disse: "devemos ter essas conversas difíceis com quem quer que seja que tenhamos que ter".

May pediu aos eleitores que compareçam às urnas em 8 de junho para mostrar aos terroristas que "a democracia não foi abalada" pelos últimos atentados em solo britânico.

A líder conservadora vem tentando ao longo de sua campanha focar na questão do "Brexit", a saída britânica da União Europeia (UE), mas, na reta final, a corrida eleitoral acabou ficando marcada pela questão da segurança devido à onda de atentados recentes.

May voltou a defender hoje sua gestão como ministra do Interior, entre 2010 e 2016, depois que seus rivais trabalhistas a acusaram de prejudicar a segurança com cortes de cerca de 600 milhões de libras (quase 700 milhões de euros) no orçamento da polícia, que levaram à retirada de 20 mil agentes das ruas.

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