Presidente do Afeganistão diz que atentado em Cabul deixou 150 mortos

Cabul, 6 jun (EFE).- O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, afirmou nesta terça-feira que o atentado ocorrido na semana passada, quando um caminhão explodiu na entrada da área de segurança de Cabul, capital do país, deixou cerca de 150 mortos, o mais sangrento desde 2001.

Ghani fez a revelação durante um discurso na reunião do Protocolo de Cabul, afirmando que na enorme "explosão" morreram "150 afegãos inocentes" e mais que 300 ficaram feridos.

O presidente afegão afirmou na reunião, que conta com a presença de representantes de 21 países e organismos internacionais, que "todo o bairro diplomático" era o seu alvo, mas o sacrifício de 13 policiais afegãos evitou a morte de diplomatas.

O atentado da última quarta-feira foi o mais sangrento no Afeganistão, desde a invasão dos Estados Unidos em 2001, superando amplamente o saldo de 85 mortos e mais de 400 feridos que causou um ataque a um protesto da minoria hazara no ano passado.

Embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria do ataque, a principal agência de inteligência afegã, o Diretório Nacional de Segurança (NDS), responsabilizou a rede Haqqani, ligada aos talibãs, afirmando que contou com "direção e cooperação direta da Agência de Espionagem do Paquistão ISI", algo negado por Islamabad.

O Governo afegão acusou em várias ocasiões ao Paquistão de estar por trás de uma "guerra não declarada" contra o Afeganistão e de dar cobertura aos terroristas da rede Haqqani.

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