Protesto no oeste da Venezuela deixa 1 morto, diz governador

Caracas, 6 jun (EFE). - O governador do estado venezuelano de Mérida, o chavista Alexis Ramírez, informou nesta terça-feira que Edward José Paredes, de 25 anos, morreu após ser atingido por um tiro na noite ontem perto de um hospital "cercado" no meio de um protesto contra o governo.

"Ele foi atingido no tórax e faleceu hoje no Hospital Universitário dos Andes", disse ele à "Unión Radio".

O governador contou que Paredes foi ferido quando "acompanhava, por volta das 21h um parente" a um Centro de Diagnóstico Integral (CDI), um tipo de ambulatório médico criado pela chamada revolução bolivariana.

"Temos que dar parte agora mesmo dessa ação violenta da oposição. Ontem à noite, tinha um grupo de motoqueiros cercando o CDI. Agora eles se sentem no direito de assediar instalações hospitalares e cometeram este crime atroz", sustentou.

Conforme explicou, em Mérida, uma região turística situada nos Andes, 79 civis e 116 policiais e militares ficaram feridos nos protestos que ocorrem no país há 67 dias.

Desde 1 de abril, o país vive uma onda de manifestações favoráveis e contrárias ao governo. Algumas delas acabaram em violência e, segundo a Promotoria, que ainda não inclui o caso de Paredes, são 65 mortos e mais de 1 milhão de feridos.

Ontem, o ministro de Comunicação e Informação da Venezuela, Ernesto Villegas, disse que tem "registros" de que são 80 os falecidos nos protestos e afirmou que outra "instituições manejam outros números".

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