Acusados de receber propina na R.Dominicana foram citados no Brasil

Santo Domingo, 6 jun (EFE).- O Ministério Público da República Dominicana reiterou que os 14 acusados de supostamente receber propinas da construtora Odebrecht, que enfrentaram na terça-feira medidas de coerção, figuram com menções específicas nos dados fornecidos pela empresa e as autoridades do Brasil.

Sobre esta questão, destacou os indícios são "sérios e graves", por isso "mereceu" uma investigação completa e adequada solicitação de medidas de coerção, consistentes em prisão preventiva por 18 meses.

Os réus enfrentam o juiz do Supremo Tribunal de Justiça, Francisco Ortega, quem tem o poder de deferir o pedido do Ministério Público ou opinar as medidas cautelares que considere.

Um comunicado da Procuradoria Geral da República assegurou que seus promotores disseram que sobre os acusados existem acusações nos depoimentos feitos sob juramento, no Ministério Público brasileiro, por cinco ex-executivos da Odebrecht, que foram validadas pelo Supremo Tribunal Federal.

O grupo de acusados inclui o ministro de Indústria e Comércio dominicano, Temístocles Montás; o presidente do Partido Revolucionário Moderno (PRM, principal opositor), Andrés Bautista García; os senadores do governo Julio César Valentín e Tommy Galan, assim como o deputado do PRM, Alfredo Pacheco.

Os três últimos participaram das audiências, mas gozam de privilégio parlamentar, por isso não foram detidos, como as outras dez pessoas, por ordens de Ortega, no dia 29 do mês passado.

Outro acusado é o empresário Ángel Rondón Rijo, considerado o eixo das propinas pagas pela Odebrecht no país entre os anos de 2001 e 2014, para agenciar as adjudicações de infra-estruturas públicas.

Além disso, os ex-vice-presidentes da Corporação Dominicana de Empresas Elétricas Estatais, César Sánchez e Radhamés Segura, e o ex-ministro de Obras Públicas, Víctor Díaz Rúa.

O grupo, que negou separadamente, qualquer ligação com o caso, acusado de crimes de subornos, conspiração, prevaricação, peculato, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro.

As prisões correram logo após que a República Dominicana recebeu do Brasil, dados sobre as propinas pagas pela Odebrecht no país, graças a um acordo entre o Ministério Público e a construtora, que deverá pagar US$ 184 milhões, o dobro do que entregou em subornos para fazer os contratos de obras públicas entre os anos de 2001 e 2014.

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