Caso Odebrecht: Justiça decreta prisão preventiva para ministro dominicano

Santo Domingo, 7 jun (EFE).- A justiça da República Dominicana decretou nesta quarta-feira pedidos de prisão preventiva para o ministro de Indústria e Comércio e outros sete políticos e empresários do país por suposta participação em casos de propinas pagas pela construtora Odebrecht entre 2001 e 2014.

O juiz Francisco Ortega pediu seis meses de prisão para o ministro Temístocles Montás, assim como para o presidente do Partido Revolucionário Moderno (PRM, o principal da oposição), Andrés Bautista. O empresário Angel Rondón, apontado como a pessoa que recebia e repassava as propinas, foi alvo de um pedido de prisão de um ano.

No dia 29 de maio, poucas horas após ser detido junto com outros nove políticos e empresários, Montás colocou o cargo à disposição do presidente do país, Danilo Medina, que até o momento não se pronunciou a respeito.

Para o ex-ministro de Obras Públicas Víctor Díaz Rúa, dirigente do governista Partido da Liberdade Dominicana (PLD), o juiz determinou nove meses de prisão, e para o ex-deputado Ruddy González, seis.

Por sua vez, Ortega decretou nove meses de prisão para o advogado Conrado Pittaluga, e três para o ex-vice-presidente executivo da Corporação Dominicana de Empresas Elétricas Estatais (Cdeee) César Sánchez, e para o ex-funcionário dessa entidade, Máximo De Óleo.

Para o ex-titular da Cdeee Radhamés Segura, membro do influente comitê politico do PLD, e para o ex-senador e ex-diretor de Instituto Nacional de Águas Potáveis e Redes de Esgoto (Inapa) Roberto Rodríguez, o juiz decretou prisão domiciliar.

Entre os 14 envolvidos no caso Odebrecht há dois senadores do PLD - Julio César Valentín e Tommy Galán - e um deputado do PRM, Alfredo Pacheco, que têm imunidade parlamentar.

Para os legisladores, cujas respectivas Câmaras já iniciaram o trâmite para decidir se perderão ou não a imunidade, Ortega decidiu uma medida de coerção consistente em impedimento de saída do país e uma fiança de 5 milhões de pesos (US$ 105,2 mil).

Outro que teve prisão decretada foi o engenheiro Bernardo Castellanos, que está fora do país e informou que retornará para enfrentar as acusações.

Os réus têm um prazo de 20 dias para recorrer das sentenças.

A Odebrecht admitiu ter pagado US$ 92 milhões em propinas na República Dominicana entre 2001 e 2014, período que abrange os governos de Hipólito Mejía (2000-2004), Leonel Fernández (2004-2008 e 2008-2012) e do atual governante, Danilo Medina.

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